segunda-feira, janeiro 01, 2007

Ele está comigo, contra todos

Demos um pouco de importância a alguém que pensa ter muita. Para ir lembrando que existe, Júlio Vieira aparece de quando em vez n'O Portomosense com assuntos salteados sobre a actualidade local.
Ainda está fresco na memória a sua última intervenção em que terminava, dizendo que recomendava aos seus descendentes que dominassem bem a língua inglesa, pois por cá não teriam grande futuro. Fica a dúvida se não lhes reconhece capacidades suficientes para singrarem por cá, ou se acha que Portugal é um país sem futuro? Para quem tem as ambições que grita à boca pequena ter, só a primeira hipótese poderá ser verdade.
A autoria do presente blog é-lhe frequentemente atribuída, o que lhe deve dar um tremendo gozo. Convenhamos que a imagem de pseudo-esclarecido a travar uma batalha nas trevas, como se de um Xanana a combater o salgueirismo indonésio nas perigosas selvas dos bits e dos bytes, se tratasse, é-lhe agradável.
No último número d'O Portomosense aparece novamente com mais umas frases dignas de emolduramento. Como que a tentar mostrar convicção após a tareia que a também bicefala Comissão Política a que pertence sofreu na última Assembleia Municipal, vem a público garantir ter a certeza que Deus na Sua infinita sabedoria ficou contente com os quatro singelos votos alinhados com as suas directivas. Este é de facto o melhor argumento que podia apresentar. Deus está a seu lado.
Dá para ficar na dúvida se terá andado a ler discursos inflamados de algum mulá instigador da jihad contra os infiéis. Eles também garantem ter um 112 directo para Deus. O cilício deixa-lhe aqui uma sugestão: na próxima Assembleia Municipal mande benzer o Salão Nobre e os deputados antes do início dos trabalhos. Talvez depois de abençoados possam ver o caminho que agora não enxergam. E já agora renasça. Amém