domingo, dezembro 24, 2006

Dois anos depois...

E dois anos já lá vão. Em Internet, dois anos valem por duas décadas. Naquele tempo José Ferreira ainda pensava se devia voltar a candidatar, joão salgueiro fazia de porteiro na Câmara a colocar as culpas de tudo o que estava mal feito no Presidente, ao mesmo tempo garantia ao seu superior que ia arrumar as botas na política e lhe jurava fidelidade, os porcos sacrificados na campanha eleitoral ainda eram leitões mal desmamados, os vereadores neves e cardoso ainda propunham votos de louvor ao executivo, vitor louro ainda não tinha sido convidado para avançar como cabeça de lista pelo PS... Já foi há tanto tempo...

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Solução Salomónica para o dinheiro do vento

“É assim que o Região de Leiria intitula um artigo sobre a divisão dos 2,5% da facturação do parque eólico que, segundo o contrato de concessão, se destinam à autarquia.
A questão de saber quem é a autarquia, a Junta de Freguesia ou a Câmara, levou o anterior executivo a não aceitar entregar esse valor aos alqueidoenses.
Desde logo o lobby desta freguesia se começou a movimentar para sacar mais esta receita. Juntaram-se uns quantos quadros médios e superiores da terra e, liderados por um
site anónimo que actualmente procura novo sentido, toca de fazer guerra ao anterior executivo de que joão salgueiro era vice-presidente.
Já poucos se lembrarão, mas chegou a ser assunto n’O Portomosense o jogo de tetris disponibilizado em tal site, que ao avançar dos níveis se ia construindo uma fotografia do Dr. José Ferreira vandalizada com um pala no olho e com uns dentes pintados de preto. Assim se fazia passar o ex-Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós por pirata, que segundo se dizia, saqueava o dinheiro aos alqueidoenses.
Se tal fosse feito num qualquer cartaz eleitoral, além de assegurar a falta de civismo e de respeito democrático pelos adversários, constituiria uma ilegalidade.
O autor desse site é o mesmo do
blog com o mesmo nome e ainda há bem pouco tempo, agora disfarçado de opinador imparcial, voltou a abordar o assunto do vento. Agora, como os tempos são outros, garante-se que o objectivo é “estabelecer relações de confiança sólida”.
Mostrando de são feitas as suas convicções, joão salgueiro, após pedir uns pareceres jurídicos, decidiu-se por fazer uma ‘vaquinha’ com a Junta de Freguesia dos cerca de 125.000 € resultantes dos 2,5% da facturação anual do parque eólico.
Será que esta era a solução sugerida pelo parecer jurídico? Não é possível. O parecer, ou é favorável ou é desfavorável. Ao contrário das convicções do Presidente da Câmara, os pareceres jurídicos assentam em princípios, não em conveniências.
Com esta cedência, salgueiro assegurou o voto favorável do dr. sarmento na aprovação do orçamento de 2007.
Por outro lado, será que com este acordo os quadros médios e superiores do Alqueidão da Serra ficarão satisfeitos, ou apenas meios satisfeitos? Exigiam o que lhes pertencia por direito, ou apenas por meio direito?
Será que depois deste meio acordo surgirá um site
www.alquiedaocommeiofuturo.com? Em vez de um tetris com o Dr. José Ferreira pintado de pirata surgirá neste, um pinball com joão salgueiro pintado de meio pirata?
Parece que já estamos a ver o gato fedorento a dançar e a cantar: “Diz que é uma espécie de meio pirata”...”

domingo, dezembro 03, 2006

Também n'O Portomosense

O cilício voltou a merecer referências na imprensa escrita. A pior frase que sobre ele foi dito foi “sempre muito crítico”. Nem foi mau.
E salgueiro lá teve de voltar a falar sobre esse assunto sem graça que são os blogs. Não podiam perguntar outras coisas? Façam antes perguntas sobre o paredão do Rio Lena ou outra qualquer obra de fachada. Outra vez os blogs, pá!
O vice-januário, esse foi mais longe. Qual donzela arrependida no confessionário em vésperas de casamento, confessou que ... sim. Já o tinha feito. Já olhou para aquilo. Já consultou blogs!!! Quantos padre-nossos de penitência lhe encomendará salgueiro? Eles tinham combinado! O Arq. jorge também disse que não os consultava, pá! Ninguém podia dizer isso!
E como se a publicidade ao cilício, em página par, não fosse suficiente, salgueiro, em página ímpar, por pouco não acertou com os lábios no seu endereço, ao fechar do jornal. Era urticária garantida. Mas mesmo livrando-se desse flagelo, o paginador não o poupou de sair da rotativa aos beijos no boneco que representava um anónimo utilizador dos blogs. Isso não se faz! É por essas e por outras que qualquer dia ele cria um Pasquim Municipal e deixa de vez de fazer propaganda no quinzenário concelhio.