quinta-feira, novembro 09, 2006

Sobre o pensarPM e os trolls

Aqui não será feita uma dissertação sobre os bastidores do cilício.
Quem acompanha este blog desde o início, sabe que o seu objectivo é lançar o debate sobre temas que a todos dizem respeito e aprecia que todos tenham opinião sobre a actualidade.
O cilício não assume a identidade por não ter quaisquer ambições políticas, aceita que outros as tenham, mas não as tendo não pretende estabelecer quaisquer relações de confiança sólidas.
Segundo a muito esmerada classificação que apresenta dos blogs anónimos, fica a questão se haverá apenas desprezo pela linha editorial do cilício, ou ainda existirão ressentimentos por ter
opinado sobre a questão dos dinheiros do Parque Eólico do Alqueidão da Serra? E este é um assunto que ainda não foi resolvido ao gosto do dr. sarmento e da sua comitiva. De certo que o pensarPM não representa interesses locais. Foi apenas por coincidência esse assunto já ter sido abordado.
Sobre essa questão, o que fica para a história é salgueiro a garantir que resolvia o assunto ao gosto da população do Alqueidão da Serra, mas tendo-se esquecido de pedir autorização prévia a albino januário.
O cilício não apoiou ninguém para depois cobrar promessas e por isso não foi enganado. Haverá alguém que se esteja a começar a sentir que foi enganado? (O que está entre parênteses ninguém lê: Esta pergunta deve ajuda-lo a conseguir o que pretende para a sua freguesia).
Devemos analisar cada blog no seio do ambiente em que se encontra? Como podemos caracterizar o ‘nosso‘ ambiente?
A opinião pública portomosense é coscuvilheira. Os actuais detentores do poder gostam de saber coscuvilhices e fazem coscuvilhices. Preocupam-se mais com o que se diz na rua ou na internet, do que com o que o Moita Flores anda a fazer. Enquanto lêem blogs os outros ficam com a Fundação Nacional da Pedra. Podem dizer que passam muitas horas ao serviço do Município, mas os resultados, ou melhor os bons resultados, tardam em aparecer.
O cilício aceita ser classificado de miserável e mas não será mais que um espelho das misérias do concelho.
Porto de Mós é realmente uma terra em que, uns mais que outros, todos apreciam uma novidade escaldante sobre fulano ou sobre a filha de sicrano. É a comunidade que temos. Este detalhe é um indicador da muito limitada urbanidade do concelho. O tecido social, económico, cultural é muito rural e não permite mais do que isso, o que terá algumas vantagens relativamente à realidade vivida em cidades, mas é sempre uma limitação de modernidade. Ao fim e ao cabo, o país todo sofre, apesar de heterogeneamente, deste problema que ganha outra expressão quando comparado com outros países.
O desempenho dos media, nomeadamente nos conteúdos que produzem, são também um indicador do nível cultural do seu mercado. O debate do ovo e da galinha surge automaticamente questionando se os media serão responsáveis por limitarem a valorização cultural dos seus clientes ou se pelo contrário simplesmente se adaptam a eles e lhes mostram o que querem ver.
Quando o autor do cilício não gosta da programação televisiva, em que vê copiar o que de pior se faz no estrangeiro e se promove o voyerismo e os realitys shows, simplesmente muda de canal.
Será que também existe alguma estação troll na televisão portuguesa?
Sendo potencialmente nocivo para a comunidade e como tal, não querendo ser exemplo para ninguém, o cilício convida a todos os leitores que não gostam de o ler, também a mudar de blog.
Mas a primeira dúvida ainda se mantém. Se a primeira regra de defesa da blogosfera honesta é “não alimentar os troll, ignorá-los, fazer de conta que não existem” porquê fazer dos blogs anónimos assunto?