sexta-feira, setembro 01, 2006

Falta o ponto 7

Quem leu o último O Portomosense, deparou-se com um esclarecimento do Presidente da Câmara e seus vereadores do PS, que ocupava uma página de jornal quase completa.
Quem teve a pachorra de o começar a ler, terá reparado que talvez tivesse existido um repto na edição anterior.
Algum leitor, ainda com mais pachorra terá ido à procura da edição anterior deste jornal para procurar o motivo de tal resposta.
Se foi suficientemente metódico e se goza de boa visão, lá encontrou uma modesta caixa de 1/4 de página em letra pequenina sobre fundo cinzento.

Além da questão da diferença entre o tamanho do comunicado do PSD e o tamanho da resposta da rapaziada, que aos olhos dos observadores da ONU, seria rapidamente classificado como Uso de Força Desproporcionada, existe ainda um ou dois detalhes que importa reter.

Começar uma resposta desta natureza dizendo que “não gostaria de ocupar o seu tempo a procurar esclarecer uma qualquer comissão política partidária”, referindo-se desta forma respeitosa à oposição, é sem dúvida a melhor forma para negar um alegado ambiente anti-democrático na Assembleia Municipal.

O mesmo leitor que teve muita pachorra e que gozando de boa visão, tenha lido o comunicado do PSD e depois tenha voltado a ler a referida resposta, certamente que estranhará o facto do desmentido do Ministro das Obras Públicas, sobre terceiro trajecto fantasma inventada por salgueiro, não ter sido abordado.

Como o Executivo Municipal, que assina a resposta, logo no segundo parágrafo se propõe a “esclarecer com a verdade e a transparência habituais para que dúvidas não subsistam”, certamente que nessa resposta existirá um ponto 7, que só não terá sido publicado por absoluta falta de espaço editorial.

A próxima edição d'O Portomosense trará certamente o resto da resposta , “para que dúvidas não subsistam”.