domingo, maio 28, 2006

O que um pai não faz por um filho...

Apesar de não ser utilizador da internet, salgueiro será posto ao corrente desta revelação.

Uma obra não prometida num cenário de aperto de cinto, seria sempre recebida com alguma estranheza. Mas todas as estranhezas se diluíram quando a ‘primeira-dama’ do concelho num deslize de frescura deu com a ‘língua nos dentes’ e revelou o propósito de tal obra.

Perante esta 'coincidência', salgueiro terá de fazer algo:

O cilicio aponta várias hipóteses:

1- Adiar o casamento pelo menos seis meses – Quando os noivos entrarem na Igreja de São Pedro o novo reboco e a repintada fachada já apresentará uma patine de alguns meses de exposição ao sol e o frio e já não dará um ar de serem os primeiros noivos a estrea-la.

2- Alterar o casamento para a Igreja de São João Baptista – Apesar de não ser tão central, o fotografo de serviço pode sempre enquadrar uma foto dos noivos com o Palácio dos Gorjões, com a placa e com a bandeira da Câmara Municipal como fundo.

3- Não convidar o vice presidente para assistir á cerimónia – Como esta obra não estava orçamentada, albino januário te-la-á ‘engolido’ como facto consumado. Se não participar na boda pode ser que não associe uma coisa à outra.

4- Mostrar a coragem de quem enfrenta ameaças de morte sem pestanejar e manter toda a programação como se os melhoramentos na Igreja custeados pelo erário público e a sua estreia para o casamento do seu mais velho, de uma coincidência se tratasse.

Embora menos frequente o cilício continua activo e acompanhará a cerimónia com a discrição habitual.

3 Comments:

At 6:46 da tarde, Blogger Alcachofra said...

Não vejo qualquer problema do atraso e da conveniência, trata-se da substituição de uma exposição por um desfile, tudo sinónimos de cultura e empresariado.

O rapaz e a rapriga podem casar quando muito bem entenderem.

O Cilício está é com inveja de não ter sido convidado.

 
At 9:58 da tarde, Blogger GATO ESCALDADO said...

Agora compreendo por que razão a Câmara não paga as portas e o padre se viu obrigado a solicitar a comparticipação dos paroquianos.É que as portas degradadas estão nas traseiras e os noivos fazem a sua entrada (e saída) triunfal pela porta da frente.

 
At 10:09 da tarde, Blogger GATO ESCALDADO said...

Não habito em Porto de Mós, mas passo por lá de vez em quando e, por mero acaso, assisti a uma missa onde foi posta a questão das portas.Na altura questionei-me:"Por que razão a autarquia não paga também as portas, já agora ...".Finalmente, desvendou-se o mistério.
GATO ESCALDADO

 

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