segunda-feira, janeiro 30, 2006

O poder do Futebol e o futebol do Poder II

A relação entre o futebol e a política já foi debatida neste blog.

Na altura, a Operação Apito Dourado já rolava, e José Ferreira era questionado sobre a dimensão do apoio à ADP.

Como o financiamento do futebol voltou às luzes da ribalta, aqui fica um excerto do artigo.

“Para quando teremos políticos cientes das suas funções, com capacidade de dizer que não? Capazes de mostrar que pela qualidade de trabalho e imaginação conseguem a mesma ou mais notoriedade que o futebol, se este for reduzido à sua grandiosa dimensão de actividade desportiva.

Não há município que se preze que não tenha um clube de futebol de sucesso. A escala deste sucesso é proporcional ao escalão e classificação do clube de futebol da terra. Mas para haver sucesso tem de haver dinheiro para serem criadas condições. Tem de haver campos de futebol (relvados se o sucesso for o objectivo), carrinhas, assalariados, jogadores estrangeiros, jogadores profissionais, treinadores.

Mas como é que se sustenta toda esta máquina? Nos tempos em que o futebol era apenas um desporto, vivia-se das receitas de bilheteira e das quotas dos associados. Mas isso não chega para alcançar o sucesso. Como se pode dar dinheiro ao futebol local? Financiando-se os escalões infantis e de formação sem se assegurar que estas verbas são realmente gastas nesses escalões. Há outras formas ainda mais imaginativas.

À nossa escala vemos com orgulho a ADP a liderar a sua serie da 3ª Divisão. Visto à distância esta equipa pertence a um município de sucesso mas será que, em termos de qualidade de vida o nosso vizinho Município da Batalha, com a equipa da sua terra no fundo da 1ª Distrital (acima desta divisão ainda há a Divisão de Honra Distrital) está assim tão recuado relativamente a Porto de Mós? Ou estará várias divisões à nossa frente?

Sr. José Ferreira, apoiar o desporto é apoiar e promover a prática desportiva, o que é diferente de apoiar o clube de futebol da terra. Concordará com o cilício que, se aumentar o universo dos munícipes que tenham uma prática desportiva regular, a qualidade de vida no nosso concelho também irá aumentar. Já não sei se concorda que a dita qualidade de vida, a mesma que constava no seu programa eleitoral, não depende do sucesso da ADP em trepar pelos escalões do futebol acima. É uma questão de prioridades e de visão...”

O tempo de José Ferreira já lá vai, mas as questões continuam por responder.

No actual executivo camarário, o futebol tem um representante muito bem colocado.

Neste confronto, quem é que terá mais força? O vereador do rigor, ou o do futebol? Será que salgueiro terá capacidade de ser um árbitro imparcial? Terá capacidade de apitar contra os interesses instituídos? Será muito mais fácil deixar tudo na mesma e contornar o assunto. Será que salgueiro terá capacidade para desta vez dizer NÃO?

Será que a ADP, continuará a ter nas refeições fornecidas à escolas o seu pilar financeiro?

Será que faz sentido a ADP ter o maior restaurante do concelho, numa actividade em que o município é o seu único cliente?

Será que numa economia aberta e desenvolvida como se pretende que a nossa seja, não seria mais razoável ser uma empresa a fornecer este serviço? Se for uma empresa teria de pagar impostos... e assim todos os lucros são direccionados para o futebol.

Será que salgueiro, sempre de olho no exemplo do Presidente da Câmara da Batalha, vai seguir também o seu exemplo nesta área?

Cá estaremos para ver.

domingo, janeiro 15, 2006

Travessuras ao concelho

Entre dois coktails e a flutuar numa piscina, algures nos trópicos, o cilício recebeu uma chamada a relatar as últimas travessuras de joão salgueiro.

Convicto que podia ir de férias descansado, uma vez que tinha um herdeiro à altura dentro do executivo camarário, e esse sim com clara capacidade de limitar os devaneios irresponsáveis do actual presidente, o autor do blog foi confrontado com esta triste novidade.

É preocupante. Mesmo com todos os centímetros onde põe os pés controlados pelo seu Vice-Presidente, salgueiro conseguiu armar uma das dele.

Durante a elaboração da lista única para a Assembleia da AMLEI, Área Metropolitana de Leiria, ‘cozinhada’ entre todos os Presidentes da Câmara, e de acordo com os estatutos da Associação, todos os Municípios têm três representes à excepção do mais populoso (Leiria) que tem quatro. Com a concordância, ou quem sabe com a sugestão de salgueiro, Porto de Mós tinha apenas dois representantes. O lugar ‘sacrificado’ era um do PS e a favor do Município da Marinha Grande.

Os poderes da AMLEI não serão assim tantos e a importância desta Assembleia, valerá o que vale, mas salgueiro deve explicar aos portomosenses como é que aceitou ser o ‘parente pobre’ de toda a Área Metropolitana.

Será que é assim que no seu entendimento engrandece o concelho que deveria representar?

A lista seria posta à votação numa Assembleia Municipal Extraordinária e segundo o relato telefónico que chegou aos trópicos, houve um pedido de impugnação do referido acto, apresentado pelo PSD concelhio.

O cilício, com os dias de férias a terminar, prevê que o seu regresso a Porto de Mós seja temperado com mais esta desventura de joão salgueiro.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Férias

Existe vida para além do teclado.

O cilício vai de férias.