sexta-feira, setembro 30, 2005

Eleições Autárquicas # 13

O cilício aguarda a transmissão do debate pela RDF para o comentar...

terça-feira, setembro 27, 2005

Autárquicas e autarquias...

Apesar de apoiar um dos candidatos à Câmara de Porto de Mós, o propósito do cilício é espicaçar o raciocínio e o debate sobre os temas da actualidade.

Aproveitando a actual audiência, o autor blog volta a publicar um texto sobre um assunto que em altura de Autárquicas considera pertinente. Aqui vai:

“A última reforma administrativa digna desse nome remonta ao sec. XIX. Na altura o número de concelhos passou de mais de oitocentos para os quatrocentos e tal actuais.

Nos dias que correm com os meios de comunicação e infraestruturas actuais este valor pode voltar a ser reduzido. O movimento de deslocação das populações em direcção ao litoral levou à desertificação do interior e reforça a necessidade de adequar a organização do território relativamente à distribuição demográfica.

António Costa defendeu esta ideia na passada sexta-feira. Acrescentou que mais de metade das quatro mil e muitas freguesias têm menos de 1000 eleitores entre as quais cerca de 350 dentro de centros urbanos.

O cilício concorda que optimizar reduzindo a estrutura da Administração Local é uma excelente forma de racionalizar os recursos públicos.

A Associação dos Municípios e a sua congénere das Freguesias já vieram a terreiro confessar-se surpresas com as declarações do ministro. A guerra pelo fim dos cargos e pela redução dos orçamentos é previsível.

Esta reforma é mais importante e incorpora muito mais vantagens que a muito falada regionalização.

Algures na blogosfera o cilício apanhou o seguinte texto que aqui publica:

“A lei deveria beneficiar fortemente a concentração voluntária de municípios. Fazer a regionalização de baixo para cima. Dar mais a quem tem mais população. Extinguir ou fundir os mini-municípios ou integrá-los em municípios vizinhos. Quem quiser ficar orgulhosamente só, terá menos dinheiro. Muito menos dinheiro. Municípios que escolhessem voluntariamente a sua concentração teriam uma forte bonificação na repartição de verbas. Com menos de 5.000 habitantes, nem pensar. Com menos de 10.000 desapareceriam a pouco e pouco. E num prazo mais ou menos longo, o limite poderia ficar nos 25.000 habitantes.


Com menos de uma dezena de milhar de habitantes, temos estes, só no continente: Aguiar da Beira, Almeida, Almodôvar, Alandroal, Alcoutim, Alfândega da Fé, Aljezur, Alpiarça, Alter do Chão, Alvaiázere, Alvito (2.200 habitantes), Armamar, Arraiolos, Arronches, Arruda dos Vinhos, Avis, Barrancos (1800 habitantes!), Belmonte, Borba, Boticas, Campo Maior, Castelo de Vide, Carrazeda de Ansiães, Castanheira de Pêra, Castro Marim, Castro Verde, Celorico da Beira, Constância, Crato, Cuba, Ferreira do Alentejo, Ferreira do Zêzere, Figueira Castelo Rodrigo, Figueiró dos Vinhos, Fornos de Algodres, Freixo de Espada à Cinta, Fronteira, Gavião, Góis, Golegã, Manteigas, Mação, Marvão, Meda, Mértola, Mesão Frio, Miranda do Douro, Monchique, Mondim de Basto, Monforte, Mora, Mourão, Murça, Nisa, Oleiros, Ourique, Pampilhosa da Serra, Paredes de Coura, Pedrógão Grande, Penalva do Castelo, Penamacor, Penedono, Penela, Portel, Ribeira de Pena, S. Brás de Alportel, S. João da Pesqueira, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Sardoal, Sernancelhe, Sobral de Monte Agraço, Sousel, Tábua, .Tabuaço, Torre de Moncorvo, Redondo, Viana do Alentejo, Vidigueira, Vila do Bispo, Vila do Rei, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Paiva, Vila Nova de Poiares, Vila Velha de Rodão, Vila Viçosa e Vimioso


90 concelhinhos. 90 senhores presidentes, 400 senhores vereadores, 500 secretárias, centenas de directores de serviços, 90 serviços de contabilidade autárquica, 90 serviços de fiscalização, 90 planeamentos, 90 departamentos disto, 90 departamentos daquilo, centenas de fiscais municipais, centenas de regulamentos, de posturas, de editais, 90 serviços munipalizados, 90 abastecimentos de águas e de saneamento, um sem fim de organizaçõezinhas inviáveis. O desperdício levado ao grau mais alto.


Desde hoje já não são 90. São 92. Nelas e Canas de Senhorim entraram na lista dos concelhinhos.”"


O cilício acrescenta, a título de curiosidade que só nos concelhos de Barcelos, Braga e Guimarães existem 224 freguesias, sendo cada um deles composto respectivamente por 89, 62 e 73 destas unidades de administração do território.

No nosso concelho t
ambém temos algumas que não reúnem condições objectivas de existirem.

segunda-feira, setembro 26, 2005

As desculpas de Carrilho

"A desculpas devem evitar-se. As desculpas esfarrapadas ainda mais. Manuel Maria Carrilho não pediu desculpas a Carmona Rodrigues por se ter recusado a apertar-lhe a mão no fim do debate na SIC Notícias. Preferiu arranjar uma desculpa para a sua falta de educação.

Carrilho disse que se sentiu ofendido e caluniado e que o seu grande objectivo vai ser exactamente erradicar a ofensa e a calúnia dos debates políticos. Esqueceu-se que lhe falta legitimidade para exigir o que ele próprio promove e que as primeiras ofensas e calúnias na campanha por Lisboa partiram exactamente dele próprio: chamou “sonso”, “indigente”, “vazio” e “incompetente” a Carmona na entrevista que deu ao Expresso a 18 de Junho. A mesma entrevista em que resolveu qualificar de “débeis mentais” todos aqueles que preferiram dar destaque ao vídeo de apoio em que a sua mulher e o seu filho são os protagonistas, em vez de lerem os tais 38.760 caracteres de ideias que apresentou. Esqueceu-se que ainda há uma semana, em entrevista á TSF, disse que José Sá Fernandes, outro dos seus adversários, não tinha “categoria nem para ser presidente de uma Junta de Freguesia”.

Carrilho tem orgulho na sua arrogância. Acha que ele se alimenta de agressividade e das deselegâncias. Nas entrevistas e nos debates. Acha que pode ofender e não pode ser ofendido. Perante as acusações que lhe faz Carmona Rodrigues, teve a oportunidade para esclarecer de forma definitiva todas as dúvidas. Não o fez e preferiu o papel do ofendido. E depois vingou-se, deixando o adversário político de mão estendida.

Como disse Carmona Rodrigues, que depois de um debate em que também esteve mal recebeu este presente do adversário, é tudo uma questão de educação. Ou de falta dela.”

Editorial da Sábado

sexta-feira, setembro 23, 2005

FuFaFa - Fado, Futebol e Fátima... Felgueiras

Há meia duzia de anos, Felgueiras era apenas uma cidade lá para o norte do país.

Quem é que sabia se ficava a norte ou a sul de Guimarães ou a este ou oeste do Valongo?

A primeira vez que o concelho de Felgueiras despertou a atenção ao cilício foi após a divulgação de umas tristes estatísticas sobre o trabalho infantil. Estava no topo da lista.

Depois disso, na mente do cilício, a localização deste concelho ficou claramente definida. Ficava a sul da ignorância, assentava sobre a miséria, estava encravado entre a economia rural e uma revolução industrial serôdia e onde o rio da modernidade corria para montante.

Alguns anos mais tarde Felgueiras voltou à ribalta pela mão de uma sua homónima. Os motivos continuaram a ser tristes.

Sobre o desenrolar da novela mexicana todos estão a par.

Ontem, a meio da semana, os que gostam de acreditar que vivem num estado de direito foram novamente afrontados por mais um episódio deste folhetim de mau gosto.

Os media, ávidos de assunto e à falta de incêndios, acotovelavam-se para a melhor foto ou para captarem mais umas provocações às pessoas de bem.

E tão esperta que Ela é. Goza impunemente com todos.

Dezenas de populares histéricos passaram o dia em frente ao Tribunal à espera de A poder ver. A sua santinha milagreira do saco azul. Os mais crentes aspiravam por um beijinho ou talvez, com um pouco de sorte, por uma benção...

Pensou o cilício: está o país a trabalhar, a tentar sair da crise e esta gente está aqui a meio da tarde sem fazer nada? Não se trabalha em Felgueiras?

Depois o cilício lembrou-se da tal estatística e compreendeu quão triste será ser criança naquela terra tão famosa.


quinta-feira, setembro 22, 2005

cilício

O CILÍCIO chegou às 3.000 visitas

Obrigado a todos, mesmo aos que não suportam as opiniões.....

Eleições Autárquicas # 12

Salgueiro Sim?

Oh João, posso fazer uns arranjos lá em casa? É coisa pequena, sem licença? Sim

Epá os fiscais não apareceram... o João é um tipo porreiro! Sim

Oh João preciso duns 20 ou 30 sacos de cimento para a colectividade... Sim

Posso passar no depósito da Câmara? Sim

Só gastei 5 e ando a fazer aqueles arranjos lá em casa ... Sim

Epá oh João os fiscais apareceram lá... tenho de pagar a multa? Sim

Viagens ao Brasil a estudar hoteis tipo. Sim

Pagou quem? Sim

Power Point na Assembleia Municipal a apresentar Hotel Pepe Rápido. Sim

Epá, afinal houve uns problemas, hotel não pode ser... Faz-se um prédio com o dobro dos pisos do permitido na zona... Sim

És apreciador de caça e não tens uma espingarda em condições?... Sim

Agora já tens... e duas! Sim

Não te vais esquecer de quem as pagou?... Sim, não vou!

Tem de se fazer um quartel dos Bombeiros novo. Sim

Por acaso tenho uns terrenos muito jeitosos ao pé das piscinas. Sim

Vai haver um desfile de moda no Castelo. Sim

Por acaso os meus filhos têm uma empresa de eventos alcoólicos. Sim

Devia haver concurso de exploração do bar do evento? Sim

Pois devia. Sim

Fui atraiçoado. Sim?

Mas se me tivessem convidado, aceitava. Sim, Isso sim

Sim

Sim

Sim

Salgueiro Sim?

Porto de Mós nas suas mãos (do eleitorado)? SIM!!!!

terça-feira, setembro 20, 2005

Eleições Autárquicas # 11

Salgueiro já trabalha.....

Última hora:
O senhor Salgueiro, ao fim de 20 anos de vida autárquica, e a 20 dias das eleições, começou a trabalhar.

Senhor Salgueiro, bem haja....
Pois ao fim de 20 anos, já não era sem tempo. Se trabalhar por cada dia que falta, até às eleições, o correspondente a 1 ano, sairá condignamente da vida autárquica, com o espírito, certamente, de missão cumprida.

Os Portomosenses agradecem-lhe.....

Senhor Salgueiro, parece que tem armas de boa qualidade, porque é que não se dedica à Caça????

Mas atenção, não dê tiros nos pés.....

domingo, setembro 18, 2005

Radio Cister 95,5 Mhz - 9

Antonieta tem como único cenário a vitória!!

Então porque é que está na lista para a Assembleia Municipal?

Radio Cister 95,5 Mhz - 8

Sobre o parque de estacionamento subterrâneo:

"No principio concordei e se calhar continuo de acordo..."

Uma pérola da oratória de Salgueiro

Radio Cister 95,5 Mhz - 7

Salgueiro mostra-se incomodado com a Comissão de Honra.

Radio Cister 95,5 Mhz - 6

"Roma não paga a traidores"

E o nosso eleitorado?

Radio Cister 95,5 Mhz - 5

Falem do Hotel... da projecção do Power Point na Assembleia Municipal

Radio Cister 95,5 Mhz - 4

Antonieta põe o dedo na ferida...

Lealdade? O pomo da questão!!!

Salgueiro foi onze anos leal com o chefe ficando calado. Se havia tanta coisa mal feita, como diz, nesse silêncio foi desleal com quem votou nele.

Radio Cister 95,5 Mhz - 3

João Salgueiro quanto mais mal dizes mais te afundas.

O Jardim do Sol é faraónico, mas o projecto foi feito por num mês... por quem?

Radio Cister 95,5 Mhz - 2

João Salgueiro lançou a ideia do seu pavilhão multiusos... não será o pavilhão da utopia?

Radio Cister 95,5 Mhz - 1

O cilício vai comentar o debate

sábado, setembro 17, 2005

Comissão de Honra

Para não ficar fora de moda o cilício publica aqui a sua Comissão de Honra.

Alqueidão do Sarmento com futuro? I

Alqueidão do Sarmento com futuro? II

burgomestre Simon von Utrecht

Duarte & Companhia

João Neto

Joaquim Franco

José Ferreira I

José Ferreira II

José Ferreira III

josé socas I

josé socas II

Nuno Salgueiro

O poder da religião

Padre Louça

PCP

Ratificação da Constituição Europeia

Salgueiro e seus muchachos I

Salgueiro e seus muchachos II

Salgueiro e seus muchachos III

Salgueiro e seus muchachos IV

Salgueiro e seus muchachos V

Salgueiro e seus muchachos VI

quinta-feira, setembro 15, 2005

Eleições Autárquicas # 10

Depois do seu artigo no passado mês de Junho, o cilício e os leitores d'O Portomosense consomem-se com os nervos em franja e mantêm um equilíbrio emocional precário com a ajuda preciosa de ansiolíticos, a aguardar a publicação do próximo capítulo sobre a evolução do conhecimento humano segundo Vitor Louro.

Ao abrir a página de 'Opinião' da última edição d'O Portomosense, página essa que pelo que aí tem sido escrito nos últimos meses deveria ver o seu nome alterado para 'Campanha Eleitoral Antecipada', os corações palpitaram julgando que finalmente chegara o dia em que seria revelado o 3º segredo, perdão o 3º capítulo da novela. Mas ainda não foi desta.

E o título não podia ser mais erróneo. 'Observando da bancada!' !!!

Vitor Louro defende a candidatura de João Salgueiro com argumentos de espessura e profundidade idêntica à do seu candidato.

Vitor Louro é membro do PS há bastantes anos.

Há vários mandatos que é deputado municipal socialista.

Durante semanas foi o candidato do PS à Câmara Municipal.

Como é que pode dar este título a este texto?

Ele não é um observador de bancada, ele faz parte da chafurdisse!

Que tem sido um peão sem vontade própria num tabuleiro de xadrez onde não há reis nem rainhas, apenas cavalos que em vez de se deslocarem em L, andam em ziguezague e que mudam de cor conforme a posição que ocupam no tabuleiro, em que as torres se demitiram e os bispos, guardiões de uma moral enviesada, há muito que saltaram borda fora... em relação a isso estamos de acordo, agora observador de bancada é que não é!

É público que Vitor Louro é um tipo porreiro.

Tão porreiro que aceitou ser candidato de 3ª escolha.

Tão porreiro que aceitou com um sorriso o vexame de desistir da sua candidatura a favor de alguém que representa o que há de feio nas Autarquias.

Tão porreiro que agora até aparece a defender o candidato da 4ª escolha.

Tão porreiro que acha que João Salgueiro por ser natural do concelho, por supostamente gostar dele e porque há muitos anos que ambicionava vir a ser Peresidente da Câmara (lembram-se da personagem do Herman?) tem um halo de vitória...

Tão porreiro que o cilício é levado a acreditar que estas atitudes não são 'golpes de asa' para evitar o seu afastamento do tabuleiro, mas apenas sinónimo de dedicação e devoção ao partido.

Tão porreiro que se esquece que a oposição que não fez na Assembleia Municipal é responsável pelo desempenho que agora critica de José Ferreira.

Tão porreiro que votou favoravelmente todos os orçamentos e a sua execução, apresentados pelo executivo que agora crítica.

Tão porreiro que até votos de louvor propôs ao mesmo executivo.

Tão porreiro ... que é porreiro demais para ser oposição e demasiado porreiro para estar no executivo.

Tão porreiro que se esqueceu de ficar calado e ser porreiro com ele mesmo....

terça-feira, setembro 13, 2005

Eleições Autárquicas # 9

A última edição do Jornal de Leiria, dedica uma página aos candidatos à Assembleia Municipal de Porto de Mós.
O cabeça de lista do PS, Fernando Amado tem como principal ‘trunfo’ o facto de ser irmão do actual ministro da Defesa Nacional, Luis Amado.
Provavelmente terá sido admitido no partido em vagas para familiares de filiados, juntamente com
João Soares (filho do ex e novamente candidato a Presidente da República), das deputadas Matilde Sousa Franco (viúva de um Ministro), da também deputada Teresa Portugal (Maria Teresa Alegre de Melo Duarte Portugal de seu nome completo, irmã do poeta deputado e ex-candidato a candidato a Presidente da República) e ainda Maria Antónia de Almeida Santos. Sobre esta última o cilício desconhece o grau de parentesco com o antigo Presidente da Assembleia da República, mas...
Sobre Fernando Amado acrescenta ainda que nas últimas autárquicas chegou a ser candidato à Câmara Municipal, mas lembra também que desistiu antes das eleições.

Será que a sua candidatura dura até ao próximo dia 9 de Outubro?

domingo, setembro 11, 2005

Inforopinião

"Se em Portugal para cobrir os incêndios se usasse a mesma linguagem que se usou para falar dos EUA e de Bush, tinha caído o Carmo e a Trindade, mais várias igrejas de Lisboa. E bem, porque informação é informação e opinião é opinião. Nós cá temos “inforopinião”, nem uma coisa nem outra, ou pior, opinião disfarçada de informação. (...)
Os jornais, com o estilo das notícias assinadas que misturam factos com julgamentos de valor, as televisões com os pivô dos telejornais fazendo comentários e “bocas” pessoais, resultam numa poluição do espaço público, com efectivos resultados no incremento da desinformação. (...)
Voltemos ao tratamento dos incêndios em contraste com o do Katrina. Nos incêndios portugueses se se seguissem as mesmas normas discursivas, Portugal não seria referido pelo nome, mas como “um dos países mais pobres da Europa” (um equivalente à “superpotência”, nome que os EUA passaram a ter) e Sócrates como o “veraneante do Quénia”, quando desaparecido, e, quando aparecido, como querendo remediar a sua imagem procurando uma “photo-opportunity”. Teria à sua frente um tribunal de responsabilidade imediata, em contraste com a comunicação que tendeu a isentar Sócrates de responsabilidade. Bush balbuciaria sobre outras causas naturais e artificiais, como Sócrates fez de modo mais arrogante, mas ninguém permitiria que tudo deixasse de ser da sua única exclusiva responsabilidade.
Se estes exageros são inadmissíveis por cá, porque é que são legítimos lá?”

José Pacheco Pereira, in Sábado

quinta-feira, setembro 08, 2005

Eleições Autárquicas # 8

Um grupo heterogéneo de munícipes de Porto de Mós está a contratar uma empresa americana, para que depois das eleições sejam impludidos os outdoors de João Salgueiro.

Já foram contactadas as televisões e o gabinete do Primeiro Ministro. As televisões, se não houver incêndios, aparecem. O socas não pode porque só despoleta implosões em dias de folga...

Os eleitores, esses acudirão em massa para acompanhar o evento.

Pelo seu significado ninguém sabe ao certo se o quer lembrar ou esquecer, mas ainda assim aparecerão aqui e ali máquinas fotográficas e câmaras de filmar.

Avós e netos de mão dada deslocar-se-ão de todo o concelho para assistir.

No meio da multidão ir-se-ão ouvir os normais comentários nestas ocasiões: era bom homem... nunca dizia que não a ninguém... o slogan ‘Salgueiro Sim’ não podia ter sido melhor... amigo do seu amigo, quer dizer... já me tinham dito que aquela falta de memória ia dar cabo dele... durante um mês ainda houve alguma esperança... ele foi o último a deixar de acreditar...

Após os tensos segundos da contagem decrescente... todos prenderão a respiração... e todo o episódio termina com uma festiva salva de palmas....

quarta-feira, setembro 07, 2005

Eleições Autárquicas # 7

Está confirmado, vamos levar com o senhor João Salgueiro por todo o lado, desde hoje até ser retirado, lá por volta do dia 11 ou 12 de Outubro, isto se a Câmara ou a sua candidatura retirar os placard’s nessa data.

Vamos levar, com o senhor João Salgueiro, não só em placards, mas por todo o Concelho, ele é festa, feira, beijos e abraços.

Só hoje foi visto, de manhã em Mira D’Aire, a meio da manhã no Juncal, almoçou na Mendiga, tomou café em Porto de Mós, foi beber uma água à Calvaria, lanchou no Alqueidão, jantou em Serro Ventoso, voltou a beber café no Arrimal, telefonou para São Bento, Alcaria e Alvados e finalmente fresco como uma alface, bebeu um copo nas Pedreiras.

Amanhã vai começar por São Bento, Alcaria e Alvados, e tentará fazer o pleno. Ele consegue fazer milhares de kilómetros por dia e a todos promete tudo, sem qualquer responsabilidade, pois lá no fundo não pensa ser eleito, tem como único objectivo chatear, os amigos de longa data, enfim mais traição menos traição, é o mesmo.

O senhor João Salgueiro, diz-nos no seu primeiro Outdoor o quê?
- PORTO DE MÓS
- NAS SUAS MÃOS

Importa perguntar ao senhor Salgueiro o seguinte:

Nas mãos de quem? nas dele? Porto de Mós?

Por favor senhor Salgueiro, comece por cumprir aquilo que prometeu, hà bem pouco tempo, e dedique-se à sua vida privada, se for capaz....