sábado, junho 25, 2005

Eleições Autárquicas # 3

Se dúvidas houvessem sobre o cabeça de lista do PSD à Câmara de Porto de Mós, desapareceram após a apresentação dos candidatos no Casino da Nazaré.
Estavam os ânimos mais serenos ... quando
a balbúrdia estalou. E promete durar.
Que mais irá acontecer?

Enquanto isso, Vítor Louro candidato pelo PS, em pré-campanha vai explicando aos portomosenses a evolução do conhecimento cientifico. O fascículo n´O Portomosense desta semana trata da revolução grega. Apresenta as teorias de Tales de Mileto até Pitágoras, passando por Anaximandro e Anaxímenes, Heraclito, Empédocles, Platão, Aristóteles, Anaxágoras, Demócrito, Leucipo e Epicuro.


Os portomosenses que começam a pensar em quem hão de votar, olham para um lado e vêm a balbúrdia que lavra na concelhia do PSD, olham para o outro e ficam preocupados com as preocupações de Vítor Louro...

quarta-feira, junho 08, 2005

Força António Costa!!!

A última reforma administrativa digna desse nome remonta ao sec. XIX. Na altura o número de concelhos passou de mais de oitocentos para os actuais quatrocentos e tal.
Nos dias que correm com os meios de comunicação e infraestruturas actuais este valor pode voltar a ser reduzido. O movimento de deslocação das populações em direcção ao litoral levou à desertificação do interior e reforça a necessidade de adequar a organização do território relativamente à distribuição demográfica.
António Costa defendeu esta ideia na passada sexta-feira. Acrescentou que mais de metade das quatro mil e muitas freguesias têm menos de 1000 eleitores, entre as quais cerca de 350 encontram-se dentro de centros urbanos.
O cilício concorda que optimizar reduzindo a estrutura da Administração Local é uma excelente forma de racionalizar os escassos recursos públicos.
A Associação dos Municípios e a sua congénere das Freguesias já vieram a terreiro confessar-se surpresas com as declarações do ministro. A guerra pelo fim dos cargos e pela redução dos orçamentos é previsível.
Esta reforma é mais importante e incorpora muito mais vantagens que a muito falada regionalização.

Algures na blogosfera o cilício apanhou o seguinte texto que aqui publica:

“A lei deveria beneficiar fortemente a concentração voluntária de municípios. Fazer a regionalização de baixo para cima. Dar mais a quem tem mais população. Extinguir ou fundir os mini-municípios ou integrá-los em municípios vizinhos. Quem quiser ficar orgulhosamente só, terá menos dinheiro. Muito menos dinheiro. Municípios que escolhessem voluntariamente a sua concentração teriam uma forte bonificação na repartição de verbas. Com menos de 5.000 habitantes, nem pensar. Com menos de 10.000 desapareceriam a pouco e pouco. E num prazo mais ou menos longo, o limite poderia ficar nos 25.000 habitantes.

Com menos de uma dezena de milhar de habitantes, temos estes, só no continente: Aguiar da Beira, Almeida, Almodôvar, Alandroal, Alcoutim, Alfândega da Fé, Aljezur, Alpiarça, Alter do Chão, Alvaiázere, Alvito (2.200 habitantes), Armamar, Arraiolos, Arronches, Arruda dos Vinhos, Avis, Barrancos (1800 habitantes!), Belmonte, Borba, Boticas, Campo Maior, Castelo de Vide, Carrazeda de Ansiães, Castanheira de Pêra, Castro Marim, Castro Verde, Celorico da Beira, Constância, Crato, Cuba, Ferreira do Alentejo, Ferreira do Zêzere, Figueira Castelo Rodrigo, Figueiró dos Vinhos, Fornos de Algodres, Freixo de Espada à Cinta, Fronteira, Gavião, Góis, Golegã, Manteigas, Mação, Marvão, Meda, Mértola, Mesão Frio, Miranda do Douro, Monchique, Mondim de Basto, Monforte, Mora, Mourão, Murça, Nisa, Oleiros, Ourique, Pampilhosa da Serra, Paredes de Coura, Pedrógão Grande, Penalva do Castelo, Penamacor, Penedono, Penela, Portel, Ribeira de Pena, S. Brás de Alportel, S. João da Pesqueira, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Sardoal, Sernancelhe, Sobral de Monte Agraço, Sousel, Tábua, .Tabuaço, Torre de Moncorvo, Redondo, Viana do Alentejo, Vidigueira, Vila do Bispo, Vila do Rei, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Paiva, Vila Nova de Poiares, Vila Velha de Rodão, Vila Viçosa e Vimioso.

90 concelhinhos. 90 senhores presidentes, 400 senhores vereadores, 500 secretárias, centenas de directores de serviços, 90 serviços de contabilidade autárquica, 90 serviços de fiscalização, 90 planeamentos, 90 departamentos disto, 90 departamentos daquilo, centenas de fiscais municipais, centenas de regulamentos, de posturas, de editais, 90 serviços munipalizados, 90 abastecimentos de águas e de saneamento, um sem fim de organizaçõezinhas inviáveis. O desperdício levado ao grau mais alto.

Desde hoje já não são 90. São 92. Nelas e Canas de Senhorim entraram na lista dos concelhinhos.”


Relativamente às freguesias aplica-se a mesma ideia .
Pensando agora para o nosso concelho... algumas das nossas freguesias não justificam a sua existência... quais?? ... basta ver o número de habitantes e/ou eleitores...
Sr Ministro Alberto Costa, não lhe doa a tesoura a cortar no número de concelhos e freguesias. O cilício apela a que contrarie a ideia do apego à despesa descabida que o PS tem...

segunda-feira, junho 06, 2005

Campos e Cunha e José Ferreira

"O efeito, politica e socialmente, corrosivo deste episódio é maior do que o de muitos discursos de oposição"

in Expresso, José António Saraiva
sobre a remuneração de ministro acumulada com a reforma do Banco de Portugal
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E José Ferreira fica incólume após este episódio?

sábado, junho 04, 2005

Outro choque fiscal

"“Subir os impostos é uma medida quase inevitável”, disse Campos e Cunha, já ministro das Finanças, no dia de tomada de posse do Governo, num acesso comovente de ingenuidade política. Treze dias depois foi desmentido por José Sócrates de forma bem clara. “Há muita gente preocupada em dar conselhos ao Governo, eu recomendo que leiam o meu programa: não está previsto nenhum aumento de impostos.” Agora menos de três meses depois de todos termos ido reler avidamente o programa e de termos constatado que, de facto, não estava previsto um aumento de impostos, o primeiro-ministro anunciou que, para combater o défice de 6,83%, ia subir o IVA e o IRS."

in Sábado, Editorial

quinta-feira, junho 02, 2005

Referendo à ratificação do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa - I

“A Constituição Europeia, resultado essencialmente de uma imposição por Giscard d’Estaing de uma política dos grandes e para os grandes e impulsionada pela retórica europeísta que acha que o mais importante é haver um contínuo movimento para a frente , sem se preocupar sequer em consolidar o adquirido. Deviam ler mais Aristóteles e os clássicos sobre o valor político da prudência. (...) Só haverá Estados Unidos da Europa no dia em que houver um patriotismo europeu, como há na América, e isso não se inventa, sente-se. Os membros da Convenção não o sentem porque pouco cuidarão dos europeus concretos, só da Europa abstracta.”
in Abrupto, Junho 2003
“Porém, a conjugação de velhas vontades de hegemonia, da pressa de utopismos intelectuais, de pressões da burocracia, podem pôr tudo isto em causa. A forma como esta conjugação - que tem muito de fuga em frente aos problemas - se está a traduzir é numa pseudo-solução que, em nome da eficácia, introduz desigualdades entre nações.
Os defensores de uma Europa eficaz, "simples", regida por critérios mais empresariais do que políticos, estão na prática - como eles sabem e nós sabemos que eles sabem - a moldar a Europa ao poder de um directório de nações mais fortes e mais ricas. A eles se junta o grupo dos federalistas que pensando construir um modelo utópico de uns Estados Unidos da Europa, estão a ajudar à constituição de um directório de poderes, onde uns são mais "iguais" que os outros.
(...) A falta de prudência na maneira como se vê a "reforma institucional", ou por ingenuidade, ou por demissão, ou por cinismo, pode conduzir a algo de muito mais grave que é a desagregação da União. Eu sou a favor de uma Europa complicada, tornada assim porque tem que unir povos e nações que têm eles próprios uma história complicada, tantas vezes contraditória, e que só se sentirão bem a 5, 15 ou 30, se não forem "simplificados". A Europa não tem 200 anos de história como os Estados Unidos, tem dez vezes mais”.
JPP in Público, 25/11/1999 (antes de se iniciar o processo da Constituição)
“Pasmo com a cegueira dos decisores desta estéril revisão constitucional que admite um referendo inútil e tenta impedir os inevitáveis referendos futuros. Um desastre em termos de clarividência política. Vamos ter de arrepiar caminho em termos de conduta europeia. O regime democrático não pode errar na questão europeia como a ditadura errou na questão colonial.”
in O sítio do não, 02/06/2005


Pergunta: "Se eu me quiser abster de votar no referendo, posso fazê-lo? Como? Tenho de anunciar á mesa de voto que me vai querer dar boletins para votar nas duas eleições?" Resposta: "Boa pergunta. O que só prova o absurdo de juntar autárquicas e referendo. A tradição europeia é não misturar actos eleitorais com referendos. Mas neste caso a nossa classe política jão é não tão euroseguidista..."

in O sítio do não, 02/06/2005

quarta-feira, junho 01, 2005

Emprego

Está confirmado, o Ministro das Finanças declarou hoje na Assembleia da República, que o sector privado vai criar 177 mil novos postos de trabalho até 2008, podendo a Administração Pública reduzir 20 mil postos de trabalho e cumprir uma das promessas eleitorais deste governo.

Assim, é fácil, barato e dá mais do que os prometidos 150 mil postos de trabalho.

Se o sector privado não fizer a sua parte, provavelmente, aumenta-se o IVA outra vez......