sábado, abril 30, 2005

"Iniquidade Fiscal

O João tem 40 anos e é marido da Maria, que tem 23. O João ganhou 28.000 euros brutos em 2005. A Maria não trabalha. Estuda na universidade. O João e a Maria têm 2.500 euros de despesas de saúde e 2.500 euros de despesas de educação. A colecta líquida do IRS desta família é 2800.29 euros.

Agora substitua na primeira linha a palavra marido pela palavra pai. A colecta líquida da família aumentou para 4342.11 euros.

Isto é iniquidade fiscal. O estado incentiva o envelhecimento populacional. As familias numerosas pagam proporcionalmente mais impostos.
Podem confirmar aqui.

Sugestão zapateriana: substituir Maria por Joaquim.

Iniquidade Fiscal 2

O João e a Maria ganham ambos 30.000 euros anuais brutos e vivem num duplex em Cracavelos. Têm 2 filhos, o Joãozinho e a Mariazinha que estudam na universidade. A família apresenta uma declaração de IRS com 10.000 euros de despesas de educação e 7.500 euros de despesa de saúde. A Colecta Líquida desta família é de 10.002,52 euros.

Um dia decidem enganar o fisco. Separam-se. O João instala-se com o Mariazinha no andar de cima e declaram-se em união de facto. A Maria instala-se com o Joãozinho no andar de baixo e declaram-se em união de facto. O estado compensa-os. As colectas líquidas destes dois "casais" passam para 5.742,80 euros.

O estado português prefere casais modernos a famílias tradicionais."

in jaquinzinhos.blogspot.com

quarta-feira, abril 27, 2005

Falta de vergonha

O major valentim loureiro regressou à presidência da liga e chamou os jornalistas para dizer:

- ‘(Regressei) por não ter cometido nenhum crime que me envergonhe’

O Cilício aceita com verdadeira esta afirmação. Realmente vergonha ele não tem nenhuma.

sexta-feira, abril 22, 2005

Pobre agricultor que sofre

Pobre agricultor que sofre
As intempéries dos tempos
O dinheiro falta-lhe no cofre
P’ra fazer seus pagamentos

Formaram-se as cooperativas
Com muito boas perspectivas
Mas foi só para nos explorar
Mas vão surgindo uns ratazanas
Que as vão pondo de pantanas
E ninguém os consegue agarrar

E o agricultor coitado
Que já está muito cansado
Destas coisas suportar
Vai ficando um frangalho
Sem horário de trabalho
Nem férias para descansar

E o filho do agricultor
Que não é parvo não senhor
Procura outro caminho
Está-se nas tintas para ficar
Uma vida inteira a trabalhar
Para morrer pobrezinho

E aos jovens prometem então
Um prémio de iniciação
E com poucos juros de mora
Aos empréstimos bonificados
Ao que eu chamo rebuçados
P’ra levar os burros à nora

E a pensão de reforma
Muito abaixo da norma
Uma injustiça social
E ainda há quem lhes queira tirar
Umas migalhas para dar
Aos que tem mais em Portugal

Quando eu olho à minha volta
Sinto uma certa revolta
E uma tristeza também
Toda a terra que está perdida
É uma terra sem vida
Que não dá pão a ninguém

À medida que vai parando
A terra vai-se abandonando
Ela que era sua amada
Pára por já não poder
E chora depois ao ver
A sua terra abandonada

Aquelas árvores que eu plantei
E as terras que eu cultivei
Regadas com o meu suor
Vão ficar ao abandono
Como se não tivesse um dono
Que lhes tenha algum amor

Estou velho doente e cansado
E farto de ser enganado
Com promessas e fantasias
Já não posso vou parar
E talvez vá para algum lar
Passar o resto dos meus dias

Deixar a nossa casinha
Mesmo que seja velhinha
Será triste a separação
Mas aos filhos quem os tem
Será difícil também
Dar-nos o máximo de protecção

Adeus ó terra cultivada
Terra fecunda minha amada
Ficas toda no meu coração
Bendito seja quem te semear
Para poderes alimentar
Todo o mundo com o teu pão.


Poeta popular do Concelho de Porto de Mós

segunda-feira, abril 18, 2005

Escutas telefónicas V Choque Tecnológico

O Cilício não resiste a apropriar-se de um post do Blasfémias e transcrever este post:

É a reprodução de um mail que circula na Internet, mas que merece ser difundido!Conversa (fictícia?) entre Mariano Gago e Sócrates:

22h27. S. liga a G.:
S:«Gago? Tás bom, pá? É o Sócrates. Oh, pá, preciso da tua ajuda Comprei um computador, mas não consigo entrar na Internet! Estará fechada?»
G: «Desculpa?»
S: «Aquilo fecha a que horas?»
G: «Estás a gozar? O.k., não estás... Meteste a password?»
S: «Sim! Quer dizer, copiei a do Freitas».
G: «Deixa-me ver; qual é a password dele?»
S: «É fácil; são cinco estrelas pequeninas seguidas».
G (desesperado): «Bom, deixa lá agora isso, depois eu explico-te. E o resto, funciona?»
S: «Também não consigo imprimir, pá! O computador diz: «Cannot find printer»! Não percebo, pá, já levantei a impressora, pu-la mesmo em frente ao monitor e o gajo sempre com a mesma mensagem, que não consegue encontrá-la, pá!».
G: (no que eu me meti; esperto foi o Toneca; antes com os refugiados) «Vamos tentar isto: desliga e torna a ligar e dá novamente ordem de impressão».
(22h30.Fim da chamada)
(22h32. S. liga novamente a G.)
S: «Mariano, já posso dar a ordem de impressão?».
G: «Olha lá, porque é que desligaste o telefone?».
S: «Eh, pá! Foste tu que disseste, estás doido ou quê?».
G: «Dá lá a ordem de impressão, a ver se desta vez resulta.».
S: «Dou a ordem por escrito? É um despacho normal?».
G: «Eh, pá! esquece....Vamos fazer assim: clica no "Start" e depois...».
S: «Mais devagar, mais devagar, pá! Não sou o Bill Gates...».
G: «Pois não. Se calhar o melhor ainda é eu passar por aí. Olha lá, e já tentaste enviar um mail?».

S: «Eu bem queria, pá!, mas tens de me ensinar a fazer aquele circulozinho em volta do a.».
G: «O circulozinho...pois.... Bom...vamos voltar a tentar aquilo da impressora. Faz assim: começas por fechar todas as janelas.».
S: «O.k., espera aí... Pronto, já fechei as janelas. Queres que corra os cortinados também?».
G: «Não, quero que te sentes, OK? Estás a ver aquela cruzinha em cima, no lado direito».
S: «Não tenho cá cruzes no Gabinete, pá!».
S: «Mariano?... Mariano?...'Tá lá?...Desligou! Vou ter de co-incinerar este tipo!».
(22h37. S. desliga. Fim de transcrição)

Só pode ser mentira ..... será ???

O pré-dinossauro autárquico portomosense

José Ferreira, pré-dinossauro autárquico e em período de tabu eleitoral, tem dirigido a edilidade de portomosense cumprindo apenas os requisitos mínimos.
José Ferreira está a terminar o seu terceiro mandato como Presidente da Câmara.
Se a estes doze anos forem somados os dois mandatos como vereador a tempo inteiro totalizam vinte de anos serviço público.
Graças às benesses atribuídas pelos políticos a eles próprios, para efeitos de reforma estes vintes anos são multiplicados por dois e equivalem a quarenta anos de descontos.
Se agora se somarem os anos em que foi professor, facilmente terá mais anos de descontos que de vida.
Durante estes anos dedicados à promoção da qualidade de vida dos portomosenses, José Ferreira continuou a beneficiar das promoções automáticas por antiguidade enquanto professor, tendo atingido o topo da carreira há dois ou três anos.
Neste momento está reformado do ensino e acumula a reforma ao ordenado de Presidente da Câmara. A sua remuneração mensal facilmente ultrapassará os 5.000,00 €ur.
Pelo que o Cilício pode apurar, esta situação é legal.

No primeiro post deste blog falou-se da relação entre moralidade e legalidade. A questão volta a aplicar-se. Terá a legalidade força suficiente para que não se considere esta situação imoral?
A resposta a esta pergunta não pode ser dada por nenhum constitucionalista, apenas pela consciência de cada um.

domingo, abril 17, 2005

Candidato à Câmara procura-se...

José Ferreira ainda não se assumiu como candidato. Caso avance e venha a vencer as eleições, e a confirmar-se a alteração à lei que a impede a dinossauriozação dos políticos, será o seu último mandato. Daqui a quatro anos não se poderá recandidatar por ser considerado fora de validade.

Será que vai avançar? O PSD em Porto de Mós encontra-se num momento particularmente difícil, tendo tido nas últimas legislativas a menor vantagem de sempre face ao PS. Será que para o partido neste cenário José Ferreira é o candidato ideal?

Será que João Salgueiro será novamente o seu número dois? O que é a dupla Ferreira-Salgueiro se propõe fazer e que ainda não tenha tido oportunidade anteriormente? João Salgueiro tem sido um vice que pela sua irrelevância política não incomoda e enche o lugar. Aparentemente José Ferreira divide com ele o poder, mas visto em detalhe conclui-se que lhe concede alguma projecção pública, e assim lhe satisfaz o ego, exigindo-lhe em troca o seu desaparecimento nas grandes decisões. Trata-se de um bom exemplo de simbiose política.
Se José Ferreira quiser apresentar alguma novidade, alguma ruptura com o passado, tem necessariamente de o excluir da sua lista.
Mas se o fizer outro problema se levanta. Será que João Salgueiro, desconhecedor da sua própria insignificância, seria capaz de avançar como independente? Apesar das muitas limitações políticas, João Salgueiro após três mandatos ligado às obras será capaz de angariar alguns apoios. O sector da construção civil sabe bem que entre Ferreira e Salgueiro prefere quem nunca foi capaz de incomodar os seus interesses.
João Salgueiro nunca teria condições para ganhar, mas provocaria alguma erosão à hegemonia que o PSD tem tido no concelho, erosão essa que poderia ser determinante.
Uma candidatura encabeçada por José Ferreira que saísse derrotada das eleições, seria um duro golpe para o PSD local e em termos pessoais, para o seu líder, uma humilhante saída pela porta das traseiras, um cartão vermelho como prémio de carreira.
Se ceder a candidatura, sairá ‘airosamente’ pelo seu pé, ficará de bem com o partido (que não se esquece de quem o serviu) e passa a batata quente a outro.

sábado, abril 16, 2005

Judiciaria investiga eleições da concelhia do PSD de Leiria

Segundo a notícia do Região de Leiria, parece que o que está em causa é uma ‘alegada adulteração de dados de fichas de inscrição’.
Se se olhar apenas para o detalhe da situação não passa disso, e já não é pouco, mas observando toda a fotografia, o que se vê é uma luta fraticida pelo poder, dentro de um partido político supostamente democrático. A mensagem que fica para a sociedade civil é que, dentro desta classe, movem-se figuras que descredibilizam todos os agentes políticos. ‘Os fins justificam os meios’ – é a regra que se pode ler da sua prática.
Na boca dos críticos não custa nada meter tudo no mesmo saco e dizer que todos os políticos são iguais.
O Cilício, sempre crítico dos maus exemplos que vêm de cima, e não são poucos, gosta de acreditar que não serão todos assim. Alguns serão merecedores de confiança.
Mas após demoradas buscas cerebrais fica intrigado e interroga-se: ‘Mas quais?’

quarta-feira, abril 13, 2005

Soltas

Aumento da Função Pública Francesa: 0,5%

Aumento da Função Pública Portuguesa: 2,2%

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sócrates informou que o IAPMEI vai abrir delegações em Espanha.

O mundo empresarial respira de alívio: 'Finalmente fomos salvos...'

sábado, abril 09, 2005

Congresso do PSD

Só um louco fica acordado, apesar de ter pouca expectativa, dos discursos dos candidatos a líderes do PSD. O Cilício é louco e está acordado a ouvir, primeiro Marques Mendes depois Filipe Menezes.

Pobre partido o deles, que depois de 30 anos de democracia, ficou assim ....

Renovação, Regeneração, Abrir, Bases, Directas, Sociedade Civil, tudo tretas de candidatos que são políticos hà mais de 20 anos ....

Claro, há um que é mas não é, que quer mas não agora, que provavelmente antes do ser, já o era ... e que para tirocínio está a espalhar-se ao comprido.

quinta-feira, abril 07, 2005

Eleições Autárquicas # 2

Segundo o Jornal de Leiria o candidato do Partido Socialista a Presidente da Câmara de Porto do Mós é Vítor Louro, membro da Assembleia Municipal há dois mandatos e sempre concordante com a política seguida pelo actual executivo, apesar de pertencer à oposição!!!
Veja
aqui.

É uma boa notícia para o PSD? Provavelmente, sim. O PSD local não tem que se preocupar muito com a escolha do seu candidato. Seja quem for, dentro do pequeno leque de candidatos e opções, já ganhou !!!

É uma boa notícia para Porto de Mós? Provavelmente não, e é pena. Porto de Mós merecia um grande candidato do PS, para “obrigar” o PSD a ter também um grande candidato.

sexta-feira, abril 01, 2005

Bolsa Política

Veja aqui qual o seu posicionamento político. Um teste muito interessante, para confirmar as suas próprias convicções políticas, ou talvez não!!!

Será que afinal você é um ser contraditório? Pensa-se de esquerda e é de direita? Ou diz-se de direita e é de esquerda?