segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Arrumações de papéis velhos...

Estava o Cilício a arrumar jornais e outros papéis velhos acumulados há vários meses, quando se deparou com uma edição d’O Primeiro de Janeiro datada 15 de Setembro de 2004 e dedicada ao concelho de Porto de Mós.
Após a ter folheado o dito suplemento, saltaram à vista dois assuntos:

1 - Na entrevista a Fernando Sarmento, peresidente da Junta do Alqueidão da Serra diz: “Estamos a recuperar duas escolas primárias – a de Casal Duro já está recuperada – precisamente para serem transformadas em centros de apoio a pessoas idosas, crianças e jovens. Em Bouceiros iniciámos agora as obras de recuperação de uma escola pré-primária que fechou”.

Pensa o Cilício: ‘Realmente é melhor o Imobilismo que gastar dezenas de milhares de euro em troca de nada. Será que o aproveitamento que estes espaços têm tido justifica o que lá foi gasto? Certamente que não. Quando o país se debate tentando reduzir as suas despesas e vê como é que algumas Juntas derretem os seus orçamentos, devia questionar a redução da autonomia do Poder Local.’

No mesmo artigo quando se fala de projectos para o Alqueidão, Fernando Sarmento diz: “Em termos de grandes obras, tínhamos de pensar num posto médico e num edifício da Junta de Freguesia” e acrescenta o jornal: “Para avançar com este projecto, a Junta contou com o apoio da autarquia de Porto de Mós que comprou um terreno que irá albergar os dois edifícios: um para a Junta de Freguesia e outro para a Extensão de Saúde.”

Mais à frente, Fernando Sarmento diz: “a Câmara está a construir um polidesportivo no antigo campo velho de Chã...”

Pensa o Cilício: ‘Quando eu vejo estes gajos pá, que há seis meses dizem uma coisa e que a toque do Movimento Cívico de um quadro médio, que sim senhor trabalha numa televisão onde para se atrair audiência vale tudo, agora dizem outra e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada, eu fico chateado, claro que fico chateado!!’

2 - Na entrevista a José Ferreira e falando sobre a zona da Antiga Central Termoeléctica o Presidente da Câmara diz que em dez anos foram adquiridos aproximadamente 20 ha de terreno onde se encontram instalados equipamentos municipais como piscinas e complexo dos courts de ténis. Acrescenta: “Na outra margem do rio, iniciamos a construção de arruamentos e, sempre que possível, adquirimos terrenos com o intuito de, futuramente, construir um amplo espaço verde. Todavia esta não é uma prioridade do actual Executivo para este mandato.”

Pergunta o Cilício: ‘Afinal para onde é que vai o quartel de Bombeiros?’

sábado, fevereiro 26, 2005

O 'amigo da sesta' será o próximo Governador Civil?

Segundo a imprensa, escrita e falada da nossa região, josé miguel medeiros será sem surpresas o próximo Governador Civil de Leiria.
Este senhor é geógrafo.
Pensa o Cilício: o senhor medeiros andou uma série de anos a estudar mapas, a rede geodésica, levantamentos topográficos e como era bom no seu ofício, fez um upgrade e lançou-se na política.
O Cilício desconhece se o sr. medeiros será licenciado e tem a impressão que já foi professor. Já esteve numa Câmara do Norte do distrito, já foi também chefe de gabinete do anterior Governador Civil nomeado pelo PS, assim como deputado.
Aparece também com frequência na imprensa regional, onde coloca por escrito o que o seu partido considera correcto. Os títulos são sempre cheios de @ e .com, o que lhe dá um ar de ‘choque tecnológico’. No entanto nunca divulgou o seu email. Será que tem?
Da sua acção enquanto deputado apenas se conhece a sua campanha pela adopção da sesta, da qual se afirma praticante. É membro proeminente da APAS – Associação Portuguesa dos Amigos da Sesta.
Tendo sido o círculo eleitoral de Leiria onde PS obteve o pior resultado do país e a confirmar-se esta nomeação, fica por esclarecer se se trata de um prémio ou um afastamento de S. Bento. O Cilício até se questiona se esta decisão não terá um mensagem implícita aos amigos da sorna.

Um deputado dormir no parlamento é vulgar, agora assumir que o faça e até criar uma associação da molenguisse... haja contenção na bandalheira...
O PS pensou que estando lá na província, onde há menos cobertura noticiosa, pelo menos não dá tão mau aspecto...
Espera-se que quando tomar posse como GC, altere o horário de funcionamento do seu gabinete de forma a que o hábito de ‘bater um cochilo’ depois de almoço não incomode os utentes (e é de bom tom que ressone baixo).
O sr. medeiros é um excelente exemplo de como uma pessoa que dificilmente teria emprego no privado, singra na vida política. É até irónico que num dos distritos empresarialmente mais dinâmicos do país, no principio da tarde o representante local do Governo, esteja ... a esconder uma orelha!
O Cilício irá oferecer um dístico ao sr. medeiros, para aplicar na porta do seu gabinete depois de almoço dizendo: ‘n@o incomode, o represent@nte do governo.gov já regress@.com’.
Em relação à sua acção no cargo que se avizinha e dada a sua veia belicosa, veremos como se relacionará com os Municípios que são na sua esmagadora maioria PSD (pelo menos actualmente...).

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

A reconstrução da direita

O Cilício recomenda a leitura d'A reconstrução da direita segundo Blasfémias.

E salienta a 4ª sugestão:

“Forçar os partidos de direita a abrirem-se à participação dos cidadãos. Este é, salvo melhor opinião, o grande busílis da direita portuguesa e das suas estruturas partidárias: estão na mão de aparelhos que fecham o acesso aos cidadãos que neles queiram participar. Com excepção dos períodos eleitorais, os cidadãos não são importantes para os partidos. Quando se aproximam deles e querem, legitimamente, influir na sua condução e nos seus processos de decisão, são quase sempre cilindrados pelo aparelho, invariavelmente constituído por gente vinda das «jotas», cuja vida se esgota no partido e que, por conseguinte, têm de defender o seu território como babuínos famintos. Esta «mediocratização» da vida partidária portuguesa agravou-se com o tempo, com tácticas estatutárias e normas legais criadas para barricar os partidos e os reservar para uma oligarquia dirigente rigorosamente seleccionada.”


Era bom que o PSD pensasse nisto durante a travessia do deserto que se aproxima.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

O blog escrito pelos seus leitores

De uma leitora que já participou no blog em 22 de Janeiro, o Cilício recebeu outro email que aqui partilha:

"Caro Cilício,

Escrevi-lhe há cerca de um mês.
Na altura andava insegura, sem saber se deveria votar PS ou PSD.
Naqueles dias falou-se muito na redução do peso do Estado e cheguei a temer o pior. À esquerda e à direita falava-se em racionalização dos efectivos, e racionalização é um termo que deixa a função pública do nosso país à beira de um ataque de nervos.
Ao longo do mês da pré-campanha e campanha, os candidatos foram fazendo quilómetros pelo país fora e foram falando cada vez menos na redução do peso do Estado. Talvez a deslocação do ar de tantos quilómetros lhes tenha levado essas ideias.
Faltava uma semana e comecei a ficar com pena do Santana Lopes, sozinho contra ventos e marés, coitado do rapaz. Cheguei a pensar que tomara ele que não lhe dessem mais facadas, quanto mais tentar fazer o Estado emagrecer... confesso que estive inclinada a votar nele.
Mas um dia à noite fez-se luz. Compreendi qual dos dois era mais incapaz de me incomodar.
Estava na cama com o meu marido e ele segredou-me ao ouvido:
- Hoje, vamos fazer amor cinco vezes...
Arrepiada respondi:
- Cinco!!! Prometes!!!
Ao que me respondeu convicto:
- É um objectivo...

Nesse momento compreendi que o meu voto seria para o sr socrates.


Na conversa com os meus colegas da repartição compreendi que também eles se sentiam mais seguros com um governo PS.
Se dúvidas tivesse, desapareceriam ontem no discurso de vitória do nosso líder. Ele disse que iria governar para os portugueses. Vai governar para todos!!! Não vai governar contra ninguém!!

Hoje o ambiente de trabalho esteve óptimo. Todos exultávamos de alegria!!"

Eleições Autárquicas # 1

Os resultados das legislativas, em todo o país, foram catastróficos, para o PSD.

Esta mudança vai inevitavelmente, condicionar os resultados das próximas eleições autárquicas, até porque o PS, vai ter o seu estado de graça e falta pouco tempo.

Os resultados no concelho de Porto de Mós,
merecem uma análise cuidada, face à extraordinária subida do PS, que passou de 27,70% em 2002, para 36,29% em 2005. O PSD baixou de 52,79% para 39,38%.

Estes resultados e o calendário eleitoral, devem fazer reflectir muito o PSD local.


Voltaremos aqui, obviamente!!!

domingo, fevereiro 20, 2005

Eleições Legislativas # 24

Quando pensávamos que já não podia descer mais, mário soares desafia a crosta terrestre...

Eleições Legislativas # 23

PS
- José Sócrates: Venceu a corrida à liderança do PS, e em 3 meses chega a Primeiro Ministro. É o Grande Vencedor das Eleições, com um resultado histórico para o PS, a primeira maioria absoluta. As dores de cabeça vão começar já amanhã, na formação do governo e desenganem-se, todos os que pensam, que os problemas de Portugal vão acabar.
- António Vitorino, fez mal as contas pois podia ser hoje o Primeiro Ministro de Portugal. Não custava nada, aguentar 3 meses na oposição.

PSD
- Santana Lopes: devia de se ter demitido às 20h00

PP
- Portas: perdeu mas ganha sempre, segundo ele próprio

BE
- Louça: ganhou mais votos, mais deputados, mas não ganhou nada e provavelmente, tem hoje o maior número de votos de sempre. Agora, será sempre a descer.

CDU
- Jerónimo: nem ganhou nem perdeu, mas só por isso ganhou.

Eleições Legislativas # 22

O grande vencedor das eleições: Durão Barroso, sim o Cilício, sempre pensou, que o presente envenenado, de entregar o país a Santana Lopes, nestas circunstâncias tinha como objectivo, matar de vez a carreira política de Santana Lopes.

É que Durão Barroso tem razões pessoais para esta vingança, servida não fria, mas sim gelada.

O problema é que a derrota é tão grande, que o próprio Durão Barroso, sai muito chamuscado.

Será que Santana Lopes, não vai embora, hoje?

Se for, já vai atrasado, com um mínimo de responsabilidade, tinha-se demitido, às 20H00.

Eleições Legislativas # 21

O Feirante armado em sério Portas, também está de parabéns, conseguiu não descer tanto como o Santana Lopes.

Eleições Legislativas # 20

Santana Lopes está de parabéns, ainda conseguiu vinte e tal por cento.

Caramba o homem ainda enganou uns quantos!!!

Eleições Legislativas # 19

Ferro Rodrigues, foi corrido, por Sampaio, depois de ter obtido cerca de 38% em legislativas e 40 e tal por cento nas europeias.

Que fará o triste Santana Lopes?

Eleições Legislativas # 18

E assim terminou, uma (felizmente) curta aventura, de gente muito incompetente, à frente do nosso país.

sábado, fevereiro 19, 2005

Eleições Legislativas # 17

Período de reflexão!

Sobra-nos os tristes apelos da Comissão Nacional de Eleições, para irmos todos votar amanhã.
Quem foi o responsável por aquele anúncio, que utiliza publicidade negativa?
Qual é o impacto que o anúncio tem?
Quantos abstencionistas vão votar, depois de ver aquela triste figura, a incentivar a ida às urnas?

Mas percebe-se, este anúncio está ao nível da campanha eleitoral e dos candidatos!!!

O Cilício, no entanto, também apela ao voto.

REGIÃO DE LEIRIA – Pergunta da Semana

Acredita na abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil?

Acreditar até se pode acreditar.
Agora quando e como? Já é outra história!!

Seguramente, não será o ainda Primeiro Ministro, dissolvido e demissionário, o responsável, pois espera-se que o obriguem a umas férias grandes.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Coisas sérias à parte...

Após o Contra Informação de hoje e ter visto o ‘chama o guterres, chama o guterres!!’ e o ‘curto circuito tecnológico’, o Cilício até acha que o próximo período de governação PS vai ser giro...

E em Leiria?

As sondagem apresentada na imprensa regional aponta para a perda de um deputado pelo PSD para o PS.
Quem não ouviu o Prof. Medina Carreira e não tem nenhuma vontade em votar Santana (o PS está completamente fora de hipótese), pode pensar: Vou votar em branco e mostrar-lhes como estou insatisfeito com a classe política.
Mas meditando mais um pouco, facilmente concluí que o voto em branco tem apenas um significado subliminar. Em concreto funciona como a abstenção, ou seja, saindo fora do universo dos votantes, favorece-se a maioria absoluta do PS.
O que é que resta? Votar PP? No PP de Paulo Portas? No PP do Puro Populismo?
Só tomando várias caixas de comprimidos para a vesícula! Nunca por convicção!

Mas analisando friamente, se o PP se tornar mais forte, ganha deputados a Santana (o que acelera a necessária renovação no PSD) e trava a maioria absoluta do PS...

Vesícula arreda-te! Ou então não!

Ouviram o Prof. Medina Carreira?

Ouviram o Prof. Medina Carreira na SIC Notícias?
No próximo Domingo vote PS, PSD ou suicide-se... não há diferença!

Ou de outra forma... se não concorda com a eutanásia, não vote em nenhum deles.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

A sondagem

O Cilício também foi contactado para participar na sondagem. Na simulação votou PS.
Na realidade, nem sob efeito do laxante mais poderoso o faria.
Quando virem as sondagem que atribuam a maioria absoluta ao PS, descontem o voto do Cilício.

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

"Gil Vicente entrou na campanha do BE

Durante a visita à Escola Profissional de Teatro, em Cascais, Louçã assistiu a um ensaio do ''Auto da Barca do Inferno'' no Auditório Zita Seabra.
O texto do mais importante dramaturgo português é propício a boas metáforas políticas. E o candidato não desperdiçou a oportunidade. ''Precisamos de novas figuras e figurantes para repor a verdade no país'', disse Louçã, lembrando o estilo de Gil Vicente.
Noutra sala, respondeu a perguntas dos alunos. Mas nem percebeu que a rapaziada teve uma aula de preparação. No quadro, a giz, mal apagadas, ainda podiam ler-se algumas palavras-chave para decifrar o passado de tão ilustre visita. 'Mao'', ''Marx'' e ''comunismo'' eram as mais visíveis.
Mas os alunos estavam pouco preocupados com ideologias ou filosofia política.
''Porque é que os políticos só aparecem quando há campanha?'', perguntou uma aluna. Louçã disse que é diferente dos outros, mas foi visível o embaraço.

Era de facto a primeira vez que visitava esta escola. E porque anda em campanha..."


JF, http://diariodacampanha.blogs.sapo.pt/
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Todos diferentes, todos iguais!
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ou antes
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Todos os políticos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.

"CO2erências

A Quercus está a festejar a assinatura do protocolo de Quioto.
A Quercus exige a redução das emissões de gases causadores de efeito de estufa e a sustituição gradual da produção de energias baseadas na queima de materias fósseis por energias renováveis.
Depois da festa os jovens ambientalistas vão protestar contra a construção das barragens do Sabor e de Odelouca."


in jaquinzinhos.blogspot.com
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As questões ambientais são realmente demasiado sérias para serem tratadas por ambientalistas.

O Debate

O PS, por tanto insistir na maioria absoluta, perderá a face caso não a consiga...
Se lhe faltar um deputado que seja, será o partido mais votado e mesmo assim sairá derrotado.

Comentário ao comentário do Movimento Cívico do Alqueidão da Serra

Movimento Cívico de uma Pessoa do Alqueidão da Serra: Não somos defensores nem oficiais nem oficiosas da nossa Junta de Freguesia.

Cilício Costa: A critica/reparo não era dirigida ao seu Movimento Cívico, mas sim à Junta, pelo que também não esperava que saíssem em sua defesa. A única defesa que têm é mostrar obra feita e é bom que o façam.

MCPAS: Por outro lado não vamos dar relevância a vozes pseudo intelectuais de línguas maledicentes que mais não fazem que tentar ridicularizar a nossa terra e a nossa gente.

CC: O propósito do Cilício não era minimamente ridicularizar “a nossa terra (nem) a nossa gente”. Nunca o faria por motivos muito fortes que desconhecerá. Era sim exigir a resolução dos problemas que afligem a população.
Quando se abre a torneira e a água aparece, não importa quem pagou a obra por detrás de um gesto tão simples.
Normalmente as Juntas não têm recursos para isso e são as Câmaras que avançam. Mas a actual Junta do Alqueidão da Serra tem condições para resolver as carências que afligem a população há décadas, e não o faz. É urgente que digam à população o que pretendem fazer com o dinheiro.
Se calhasse o Euromilhões ao peresidente da Junta (pessoa particular), poderia fazer o que entendesse com o dinheiro, até fazer nada, simplesmente idolatrar o extracto de conta, mas a Junta tem responsabilidades para com a população e esta tem carências. O fazer NADA tem de ser penalizado no próximo acto eleitoral.

Além disso se o fizessem e se soubessem usar politicamente esse facto, isso sim seria uma arma terrível contra José Ferreira. Ser substituído por uma Junta não engrandece nenhum Presidente de Câmara...

MCPAS: Só lhe vamos dizer que está muito mal informado. Consigo, nem nos vamos dar ao trabalho de contra-argumentar... E no entanto, o Alqueidão vai fazendo o seu percurso na senda do desenvolvimento. O senhor, já reparou que anda a falar para o seu umbigo? (Não, o Alqueidão não será o seu umbigo!...).

CC: O Cilício continua a achar que o Movimento Cívico envolverá pouco mais de uma pessoa, que ele sim, olhando para o seu umbigo, pretende ganhar notoriedade. Tipo
Duarte & Companhia com a história das portagens da A8, nos idos tempos do guterrismo.
O Cilício pensa que a falta de contra argumentação será explicada por uma grande falta de argumentos. Se os tiver apresente-os. O Cilício aprecia o contraditório e perante uma proposta que seja de realizações alegrar-se-á. Na ausência desta interroga-se da direcção da tal senda do desenvolvimento.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Não ao eleitoralismo!! Viva o imobilismo!!!

A Junta de Freguesia do Alqueidão da Serra, actualmente com os cofres bem recheados, argumenta que ainda não fez obras para não ser interpretada como eleitoralista.
Com as autarquicas a poucos meses de distância, qualquer obra de melhoramento poderia ser mal interpretada pela população...
Assim caem numa situação caricata. Sendo a Junta de Freguesia com maiores recursos financeiros talvez de todo o Distrito, com carências gravíssimas que abalam profundamente a qualidade de vida da sua população e cuja solução tarda a chegar (por culpa do desinteresse do Sr José Ferreira, presidente da Câmara) a Junta opta por... não fazer nada!

Não fossem ser acusados de ser eleitoralistas... Isso é que não! Antes ter cortes de água diários, por ruptura de canalização pública, que ser apelidado de eleitoralista. Vá de retro...

O Cilício imagina as reuniões do executivo da Junta. Com o extracto bancário emoldurado na parede e todos os membros da Junta sentados em semi-círculo ao seu redor (não olham uns para os outros, apenas para o extracto), diz o Peresidente da Junta (lembram-se do sketch do Herman José?):
- Foi como se tivessem descoberto petróleo na nossa terra!!!
Responde o Tesoureiro:
- A nota de lançamento dos juros desta semana deve chegar amanhã... são mais uns 70 ou 80 contos...
Acrescenta o Secretário:
- Aquele Zé Ferreira, não gasta um ‘tusto’ com o nosso Alqueidão!

José Gil no seu Portugal, Hoje – O Medo de Existir, escreveu sobre uma das causas deste tipo de comportamento, mas não deixa de ser curioso, uma terra com tantos honrados quadros médios e superiores, deixarem que isto aconteça. Os calceteiros, ainda vá! Partem pedra à mão não contam, agora os quadros médios e superiores...

PS: Partem pedra à mão, mas alguns sabem utilizar um computador...

domingo, fevereiro 13, 2005

Novamente as listas de candidatos a deputados ...

“(...)
As listas são, todos sabemos, ‘fabricadas’ seguindo, de quando em vez, a pura lógica do voto, da oportunidade e da conveniência imediatas. A sua confecção constitui a altura certa para o ajuste de contas com o partido, com o amigo e com o inimigo, da lembrança para o padrinho e para o afilhado. As escolhas são feitas segundo o grau de obediência do candidato, em detrimento do mérito, da credibilidade e da competência comprovada.

Esta situação, tantas vezes repetida, faz afastar da política, obviamente, os mais aptos profissionalmente, os mais qualificados e sérios, os mais credíveis. Estes têm por natureza, uma escassa apetência para pactuar com a incompetência dos outros.

Aumenta assim, e entretanto, a abstenção ao voto e o desinteresse pela causa pública.
(...)”

Albino Januário, in O Portomosense


O Cilício já escreveu sobre este assunto e a sua opinião é coincidente com AJ.
Quando o fez incomodou e fez estalar o verniz ao Sr. Nuno Salgueiro, candidato suplente das listas do PSD por Leiria e membro da Comissão Administrativa do jornal que agora publica este artigo de opinião.
De forma a evitar algum mal entendido, e uma vez que se trata de colaborador recente, o Cilício avisa que AJ não é o autor do blog.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

O Vento é Nosso !!!

O Movimento cívico Alqueidão com Futuro, reclama o vento das suas encostas, só para si !!!

Segundo o Região de Leiria, os quadros médios e superiores, da freguesia estão a ser convidados a subscrever um manifesto, presume-se, sobre a possibilidade de ficar com o vento só para o Alqueidão. Será constituída uma comissão de honra, com gente honrada, mas quadro médio ou superior.

Estranha forma de associação! O Cilício, pergunta se um pobre calceteiro que goste do Alqueidão, por lá viver, também pode reclamar um pouco de vento para si? E poderá também fazer parte do dito movimento? Nunca da comissão de honra, essa será só para gente honrada, quadro médio ou superior.

O movimento, ainda segundo o RL, afirma que a Junta de Freguesia já recebeu 552.169 euro e irá receber mais 75 mil euro anualmente.

O movimento devia preocupar-se, se a Junta de Freguesia já aplicou aquele valor, como e onde? Que obras foram feitas? Que benefícios já recolheu a nossa população?

Dúvidas existênciais

"...Tudo começou com a crise económica em que Ferreira Leite e Bagão Félix mergulharam o país."

correia de campos, Ministro guterrista

“O PS (se for governo) não pode voltar a fazer o mesmo.”

mário soares

Então em que é que ficamos?...

Despedido...

DESPEDIDO um empregado do Google por causa do seu weblog.

O Cilício tem sido um pouco arrojado... isento e imparcial, mas arrojado...

Ai o emprego da maria que é funcionária pública...!!

REGIÃO DE LEIRIA – Pergunta da Semana

A ausência de chuva é preocupante?

Se a ausência de chuva é preocupante? Será que o Cilício leu bem?
Será que o Região de Leiria tem falta de assunto, nos tempos que correm?

O Cilício errou...

No post Porto de Mós nas listas do PSD e na única vez que se referiu a questões pessoais, o Cilício descreveu o Dr. Nuno Salgueiro como “bom rapaz e tem trato agradável”.

Pela reacção que teve a criticas objectivas e de caracter estritamente profissional, o Dr. Nuno apelidou o Cilício de “imbecil e cobarde” demonstrando que estava errado na avaliação que fez à vertente pessoal da figura pública.

Comentário do Cilício ao comentário do Dr. Nuno Salgueiro

Foi colocado um comentário pelo Dr. Nuno Salgueiro no artigo Porto de Mós nas listas do PSD por Leiria, o qual o Cilício aqui reproduz e comenta.

Nuno Salgueiro: "Recebi com muita mágoa a notícia de que um blog sobre Porto de Mós levantava algumas dúvidas relativamente ao meu percurso pessoal e profissional, concelho pelo qual tenho trabalhado sem esperar qualquer favorecimento ou benefício pessoal, faço-o com gosto, por muitos sacrifícios financeiros e familiares que tal acarrete."

Cilício Costa: Muitas das pessoas que orgulhosamente se propõe representar também fazem sacrifícios financeiros e familiares motivados por exigências profissionais. Sugiro-lhe que não queira vestir a pele de vitima do serviço público. Não queira convencer o Cilício que o seu altruísmo e paixão pelo concelho o abriga a recusar contratos de trabalho bem remunerados em empresas privadas... O Cilício acredita que desempenhe a sua profissão com gosto e dedicação, mas a falsa modéstia fica mal.

NS: "Primeiro, lamento que a verdade e a ética não sejam pergaminhos de quem tem a responsabilidade de gerir um blog que possa ter "pretensas" ligações a Porto de Mós."

CC: Um blog é uma coisa corriqueira. Para gerir um blog não é necessário nenhum atributo em especial. Até os comunistas têm blogs... Para se ser deputado, isso sim, é que se deveria ter um curriculum inquestionável (pelo menos em partidos com ambição de chegar à governação). Mas na nossa democracia/partidocracia, para atingir cargos superiores na hierarquia do Estado basta conhecer algumas pessoas e ser agradável, no fundo ser um ‘gajo porreiro’... O Cilício pode não ter sido suficientemente claro, mas era a este ponto que pretendia chegar.

NS:" Foi com muito orgulho que, na qualidade de independente, aceitei o convite da Comissão Politica do PSD de Porto de Mós para integrar as listas das eleições legislativas, uma vez, que representar a minha terra será sempre uma grande honra, que jamais poderia recusar.

Sobre o Senhor Vereador João Salgueiro, de quem nutro uma amizade antiga, esclareço que sou primo afastado, e nunca até hoje tal me proporcionou benefícios ou malefícios na minha vida profissional."

CC: A confusão feita relativamente ao seu parentesco com o Sr. João Salgueiro, atribuiu ao Cilício o papel de malvado e injusto (que foi, e aqui reforça o pedido de desculpas que lhe foi dirigido publicamente neste blog.), mas o pomo da questão é: que percurso profissional/pessoal deve ser suficiente para se ser deputado? Nomeadamente para um economista?


NS: "Relativamente a tudo resto, permita-me sem qualquer pretensiosismo, que sejam as populações com quem tenho tido o prazer de trabalhar que me bendigam ou maldigam, esses sabem quem sou.Resta-me, ainda afirmar que a obra faz o homem, lamento que a sua "obra" feita de forma desconhecedora, imbecil e cobarde não dignifique, nem sequer se identifique, com o concelho de Porto de Mós."

CC: A anonimato do Cilício Costa confere-lhe uma quase total impunidade relativamente aos temas abordados assim como à forma de os tratar. Os únicos limites que reconhece são os da ética e da boa educação, pelo que lamenta que o Dr. Nuno tenha esgotado os seus sentidos argumentos e entrado na ofensa pessoal.
O Cilício, em todo o artigo, nunca o ofendeu e até salvaguardou a sua competência, de modo que não lhe fará companhia nessa área de debate.
O referido blog, obra do Cilício (ou será o Cilício obra do blog?) é portomosense dos ‘sete costados’ e pretende apenas (também sem qualquer pretensiosismo) espicaçar o raciocínio e promover o debate sobre as questões do nosso dia-a-dia, a nível internacional, nacional e local.

NS:" Estou disponível para mostrar a V.Ex.a, ou a quem o solicite, o resultado do trabalho das equipas que até hoje, integrei, nomeadamente:

- Nerlei – Associação Empresarial da Região de Leiria – implantação da delegação para os concelhos de Porto de Mós e Batalha

- AASAC – Associação dos Artesão das Serras de Aire e Candeeiros – sede no Livramento e dinamização, numa fase inicial, da formação

- Consultor de projectos Leader II e Leader + (vários no concelho de Porto de Mós)- Docente no ISLA de Leiria no ano lectivo de 1999/2000 e Formador na pós-graduação de Técnicos Superiores de Higiene e Segurança no Trabalho
- ADSAICA – Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros

- Coordenador Financeiro dos Centros Rurais I e II (um conjunto de projectos desenvolvidos nas freguesias de Reguengo do Fetal - Batalha, Alqueidão da Serra, Alcaria, Alvados, S. Bento e Arrimal – Porto de Mós – apoiados pelo Feder, Feoga e Agris – que totalizam um investimento próximo dos 2.500.000 euros)
- ARICOP – Associação Regional dos Industrias de Construção e Obras Públicas de Leiria – Secretário Geral
- Membro da Comissão Administrativa da CINCUP

- Director do Centro de Formação Profissional de Leiria – IEFP, desde o dia 01 de Novembro de 2004
- Etc..

Melhores cumprimentos.
Nuno Salgueiro"


CC: Observando toda esta lista de funções/tarefas que desempenhou (que é bem mais extensa que a que foi enumerada no post inicial), o Cilício conclui que todos têm um ponto em comum: tratam-se de serviço público sem a tal exigência de resultados ‘à moda’ dos privados. O factor determinante para o convite que lhe foi dirigido terá sido a sua agenda de contactos, a teia de relacionamentos que foi tecendo em todos os cargos que ocupou. A actividade política é levada a cabo na maioria dos casos por pessoas que ‘são’ apenas extensas agendas de relacionamentos, e não por bons decisores.

Lamentando o incómodo
Cilício Costa

PS: O Cilício salvaguarda a eventualidade de no item ‘Etc..’ se incluir alguma actividade no sector privado.



quinta-feira, fevereiro 10, 2005

PCP – para mudar a sério... ?

"N. é ucraniana e está em Portugal desde 2001.
N. já trabalhou em lares de terceira idade, em casas particulares, em limpezas.
Ontem, N. via na televisão uma manifestação do Partido Comunista, com um certo ar de estupefacção.
Quando a reportagem acabou, N. comentou, num português cada vez mais perfeito:
"Eles não são comunistas. Eles sabem lá o que é o comunismo. Se eles tivessem vivido no comunismo não estavam ali a gritar e a agitar as bandeiras. Eles não sabem nada."


Falou a voz da experiência."
in jaquinzinhos.blogspot.com

Quando é que será que os demorados mentais dos actuais comunistas, reparam que o comunismo ruiu.
Ao contrário do que aconteceu com a civilização cartaginesa, com Dario Rei da Pérsia, ..., com o regime taliban, com o regime de Sadam Hussain, o comunismo não terminou por ter sido invadido e pela força lhe ter sido imposto outro modelo civilizacional.... simplesmente ruiu, desmoronou-se, caiu sobre as suas b
ases, foi à falência, quem lá estava desistiu, tipo guterres mas ainda mais grave...
Será que querem voltar a lançar este modelo?... uma segunda oportunidade???
Só se fizerem conta em ser a classe dirigente... só pode !

Ainda o episódio da não notícia e a reacção do Cilício

O nonio continuou a retratar o referido episódio com grande nível. O Cilício reagiu (ver comments do post).

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

PORTUGAL, HOJE – O Medo de Existir, de José Gil

“Da economia dos afectos (Cap. 5º)
Portugal continua a ser
, em muitos aspectos importantes, uma sociedade fechada, aberta à superfície, e fechada no interior.
....
A poupança não foi apenas uma técnica, por assim dizer, artesanal, de amealhar, nem, certamente para o povo, de «acumular capital». Foi uma estratégia de sobrevivência...

... O que impressiona, hoje, é a obsessão, a continuidade obstinada, a paixão quase, com que se poupava. Poupava-se na comida, na roupa, na casa, nos divertimentos, nos prazeres da vida de toda a ordem. Umas calças podiam durar dez ou vinte anos mesmo, e os sapatos outros tantos; remendavam-se camisas, cerziam-se saias, guardavam-se os restos da véspera e da antevéspera para as refeições do dia seguinte. Aproveitavam-se as águas usadas da cozinha para as verter na sanita, economizando gastos da companhia. Não se deixavam luzes acesas, etc. etc.
Economia familiar de medos e esperança, com os seus pequenos potlatchs nas celebrações cerimoniais, nascimentos, casamentos, festas do calendário religioso.Não é difícil imaginar as consequências de um tal regime de vida. Redução do espaço de expansão dos corpos, dos movimentos próprios de exploração, de investimento afectivo, de liberdade corporal, de espontaneidade do desejo. Controlo permanente, autodisciplina mutiladora da vontade de vida (e da vida da vontade). Além do desenvolvimento de um certo egoísmo social que limita a generosidade e a solidariedade, tão largas em geral nas sociedades de pobreza.”

O episódio da não notícia

O episódio da não notícia Cavaco/Público comentado com excelência por nonio em três partes:

Jornal Público: nasceu uma nova forma de jornalismo
Início do Jornal da Noite da SIC
Sócrates justifica-se

terça-feira, fevereiro 08, 2005

PORTUGAL, HOJE – O Medo de Existir, de José Gil,

“O pequeno infinito (Cap. 4)
... Quando o desejo não se transforma, o Acontecimento não nasce, e nada se inscreve...

A inscrição é pois a condição da população do desejo e do real (ou da sua destruição). A não-inscrição suspende o desejo, e vai provocar, mais cedo ou mais tarde, violência física. Equivale a uma «má inscrição».

... a não-inscrição pode ser desviada, encoberta, atenuada, passar despercebida nas suas consequências.

É o que acontece em Portugal. Na verdade, não se pode afirmar em absoluto que Portugal seja «o país da não-inscrição». Porque se arranjaram álibis para se inscrever, criaram-se simulacros de inscrições – para que tudo ficasse num meio termo indefinido, e os portugueses se convencessem de que estavam a inscrever quando estavam precisamente a fugir à inscrição.

... O «pequeno», para o português, é, na realidade, o que para os outros povos representa o «médio». É no meio dos pequenos objectos que ele se sente à vontade, é neles que investe enchendo a casa de mil bibelôs, fotografias, cobrindo as paredes com coisas pequenas, quadros, cromos, ex-votos, etc.”

Aproveitamento político

Jorge Lacão entusiasmou-se e distorceu a realidade. Em campanha vale tudo.

O Cilício errou...

Por desconhecimento e movido por algum embalo, o Cilício falhou. Associou o Dr. Nuno Salgueiro ao Sr. João Salgueiro como se fossem filho e pai. Não é correcto, pois tal não se verifica.
Pelo facto, o Cilício apresenta um pedido formal de desculpa à família do Dr. Nuno Salgueiro, assim como ao próprio.

Apesar deste erro, o Cilício mantém o sentido do resto do texto.
O Nuno não beneficiou de nenhuma ‘cunha’ proporcionada pelo Sr. João Salgueiro, enquanto seu familiar, que não é, mas continua a dever uma demonstração pública de capacidade de decisão à população que se propõe representar.

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

PORTUGAL, HOJE – O Medo de Existir, de José Gil,

“Que conhecimento da democracia (Cap. 4)
... o legado do medo que nos deixou a ditadura não abrange apenas o plano político. Aliás, a diferença com o passado é que o medo continua nos corpos e nos espíritos, mas já não se sente. Um aspecto desse legado deixou uma marca profunda num campo específico: no saber, na hierarquia do poder-saber que Salazar promoveu, cultivou e utilizou em proveito directo do poder autocrático que instaurou. O efeito desse medo hierárquico faz-se ainda hoje sentir.

... o direito à cultura e ao conhecimento ainda não chegou ao sentimento da população portuguesa. ... Essa aspiração não é, pois, uma exigência tão evidente para os portugueses que estes, iliteratos e analfabetos, saiam para a rua em manifestação pelo direito à cultura. Porquê? Porque o 25 de Abril não conseguiu abolir a divisão instruído/sem instrução que correspondia mais ou menos ao par poder-saber/pobreza-ignorância do tempo do salazarismo. Porque na sociedade portuguesa actual, o medo, a reverência, o respeito temeroso, a passividade perante as instituições e os homens supostos deterem e dispensarem o poder-saber não foram ainda quebrados por novas forças de expressão de liberdade.
Numa palavra, o Portugal democrático de hoje é ainda uma sociedade de medo. É o medo que impede a crítica. Vivemos numa sociedade sem espírito crítico – que só nasce quando o interesse da comunidade prevalece sobre o dos grupos e das pessoas privadas.

"Tantos colos...

Tantos colos ...

domingo, fevereiro 06, 2005

Eleições Legislativas # 16

O Cilício já apelou ao voto em Branco, mas se o sr. guterres aparecer em muitas acções de campanha, o Cilício vai ter dúvidas, vacilar, e .....

Porto de Mós nas listas do PSD por Leiria

Afinal Porto de Mós tem um representante nas listas do PSD. É o primeiro suplente por Leiria.
Trata-se do economista Nuno Salgueiro.
Se o seu lugar fosse elegível, a JS de Porto de Mós poderia lançar um outdoor (ou pelo menos um autocolante) idêntico ao que os JSD dedicaram ao sr. josé sócrates.
“Que obras lhe conhece? Que vitórias obteve? Que decisões tomou?”
Inaugurou o Nerlei em Porto de Mós, esteve na Aricop (loby dos construtores civis a quem o Cilício gosta de chamar ‘ariops’ - lembram-se de António Feio no Ai os homens?), é membro passivo da Assembleia Municipal e agora pertence à Comissão Administrativa d’O Portomosense.
Que experiência de vida ou profissional tem este jovem além da proporcionada pelos ‘tachos’ que o seu pai, vereador da Câmara Municipal de Porto de Mós, lhe arranjou?
Alguma vez teve de conquistar uma colocação por mérito próprio?
Alguma vez teve de cumprir metas impostas por uma patrão? Um patrão mesmo, daqueles que pagam um ordenado à troca do desempenho.
Alguma vez teve de pagar ordenados sem fundo de maneio?
Alguma vez criou riqueza?
O Cilício não afirma peremptoriamente que o Dr. Nuno não é competente, mas gerir uma agenda de contactos não deveria constituir curriculum suficiente para concorrer a deputado.

Os Jotas conforme vão envelhecendo vão ficando nos partidos e vão fazendo parte dos respectivos aparelhos (ao fim e ao cabo da mobília). Se estiverem no lugar certo à hora certa e se apoiarem a pessoa certa asseguram o bilhete de ingresso ao poleiro.
Demasiados políticos do PSD e do PS têm um percurso profissional idêntico. Depois de chegarem a deputados, já são pessoas importantes e já podem decidir sobre a vida dos portugueses.
O Nuno é bom rapaz e tem trato agradável, mas a solução para o actual estado de coisas, passa também (não só, mas também) por permitir que apenas com um percurso de competência comprovado na economia real se possa chegar ao poder.

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Há quase 30 anos...

Há quase 30 anos, viveu-se o Verão Quente de 75. Assim ficou conhecido para a posterioridade. Faz parte da memória de quem o viveu, sendo também património intangível da nossa democracia.
Foi vivido com paixão, convicção e esperança.
As ideologias apregoavam-se de pistola de pintura em punho. O ar comprimido era ‘roubado’ ao sistema de travagem do camião que alguém cedia para a campanha. Não se poupava tinta nem paredes. Havia sempre uns cabos de enxada para o que desse e viesse...

Quase 30 anos depois, vive-se o Frio Inverno de 2005. Frio e Seco.
As ideologias diluíram-se. A paixão, convicção e esperança já estão cansadas de serem slogans. A democracia ainda jovem parece já ter deixado para trás a ‘ternura dos 40’.
As campanhas são cronometradas em frente às câmaras e as falas reguladas por semáforos. A escolha é feita entre siglas e cores vazias de conteúdo.
Além do que se passa na blogosfera o debate aberto está em vias de extinção.

Como será daqui a 30 anos?

Eleições Legislativas # 15

O debate foi acompanhado on-line por muitos blogs. Muito foi dito. Nenhum ganhou, o que é favorável para PSL.
Para muitos foi mais um apelo à abstenção. Mas o Cilício vai mesmo votar é no
Novo Rumo para Portugal.



"Um texto, no mínimo, arriscado...

... o de Joaquim Vieira ("Os passos em volta") na última "Grande Reportagem". Fica um excerto de um texto que só pode despertar sentimentos extremos: "[Paulo] Portas tem realmente um problema com a sua imagem perante o eleitorado conservador que é o seu. Um político, pela natureza da função, está obrigado a um maior grau de exposição perante a opinião pública do que o cidadão comum (...). Portas defende as tradições, os valores familiares e a moral católica, e naturalmente os eleitores interrogam-se: quem é este homem? É católico praticante? Porque é que não casou? Que vida afectiva tem? Porque é que não se abre sobre isso? (...) São perguntas que não desaparecem. Portas sabe, e o eleitorado também". "

in ouve-se.blogspot.com

Haja Respeito Pelas Minorias!

"Se me acusarem de ser benfiquista, desminto, mas não digo que é indigno. Seria um insulto para todos os benfiquistas.

Se me acusarem de ser bloquista, desminto, mas não digo que é indigno. Seria um insulto aos bloquistas. (E à minha inteligência, também).

Então, porquê dizer que uma acusação de homosexualidade é indigna? Bastaria desmentir, não?"

in jaquinzinhos.blogspot.com

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

PORTUGAL, HOJE – O Medo de Existir, de José Gil,

“O espaço não público (Cap. 3º)
A televisão portuguesa é como toda a gente sabe uma pura miséria, uma máquina de fabricação e sedimentação de iliteracia. E a rádio e a imprensa fecham constantemente as aberturas mínimas, as fendas e brechas por onde algum ar fresco, alguma força livre pudessem passar ainda.
......
O espaço público deveria ser aberto, mas fechando-se, limitando-se, permite que o telespectador, o ouvinte e o leitor sejam imediatamente absorvidos pela sombra branca ou dupla realidade com que se deparam. Por um lado estão ali, o mundo agora, o seu país, a sua cidade ou a sua aldeia, numa abertura virtual de imagens sem fim; por outro é apenas aquilo, com o sentido com que deve ser pensado, as notícias, os comentários semanais dos comentadores, os pensamentos que confirmam o meu pensamento antes de o ter, a minha existência reduzida a uma massa pastosa que engole as imagens e nunca treme realmente com o que vê ou com o que lê.
......
Nada mudou. A sombra branca estende-se e cobre o mundo inteiro que é Portugal.”

A propósito do Debate, e dos debates sobre o Debate, com os habituais comentadores da praça, que nunca surpreendem, dizem sempre o mesmo e funcionam, em circuito fechado.

REGIÃO DE LEIRIA – Pergunta da Semana

Os debates televisivos entre os candidatos são determinantes para decidir o seu sentido de voto?

Antes do Debate desta noite, talvez. Depois do Debate não, não foi determinante.

Se estes dois senhores, são o melhor que há em Portugal, para nos governar, então estamos conversados!!!

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

As eleições no Iraque

Erradamente associando o sucesso das eleições no Iraque à invasão do Iraque pelos EUA, várias cabeças pensantes incomodaram-se com a forma exemplar como correram.
O sinal dado pelos iraquianos foi claríssimo. Sob ameaça de morte exerceram um direito que também é uma grande conquista.
O motivo da invasão do Iraque não foi a instalação de uma democracia, sobre isso ninguém duvida, mas o seu estabelecimento deve alegrar todos os democratas.
Alguns blogs de orientação esquerdina,
anteciparam uma desgraça de todo o tamanho, outros concluíram que 72% dos eleitores, não são assim tantos.
Mas a blogosfera é diversa e houve também quem reparasse na
cobertura noticiosa pouco isenta no sentimento de derrota de alguma esquerda anti-americana perante o que foi uma vitória da democracia.
Alguns dos senhores que acham que 72% de participação numas eleições realizadas em condições extremas, são um desastre, festejarão em júbilo a vitória do PS, sem quererem reparar que se tratará de uma vitória por exclusão de partes e sem fazer contas à abstenção.

PORTUGAL, HOJE – O Medo de Existir, de José Gil

“O país da não-inscrição (Cap. 2º)
... no tempo de Salazar «nada acontecia» por excelência. Atolada num mal difuso e omnipresente, a existência individual não chegava sequer à tona da vida. E o que era uma vida, nesse tempo? Aquilo que ditava o ideal moral do salazarismo: uma sucessão de actos obscuros, com tanto mais valor quanto faziam modestos, humildes, despercebidos ... Onde inscrevê-los, se não havia espaço público e tempo colectivo visíveis; onde, senão na eternidade muda das almas, segundo a visão católica própria de Salazar?
Nisso, como em tantos outros aspectos, o Portugal de hoje prolonga o antigo regime.

......

Porque inscrever implica acção, afirmação, decisão com os quais o indivíduo conquista autonomia e sentido para a sua existência.”

É isto que somos colectivamente.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

PORTUGAL, HOJE – O Medo de Existir

O Cilício recomenda, nestes tempos conturbados, a leitura do excelente Livro: PORTUGAL, HOJE – O Medo de Existir, de José Gil, considerado um dos 25 pensadores do mundo de hoje, pela revista francesa Le Nouvel Observateur.

Ao longo dos próximos dias o Cilício deixará algumas passagens deste livro, que nos retracta muito bem, como portugueses.

“Como Convém Televiver (Cap. 1º)
... A resignação leva à impotência, a passividade à inércia e ao imobilismo: o governo de Guterres caiu porque não governou, ponto final. O de Durão Barroso não terminou, por razões de conveniência pessoal do primeiro-ministro. O governo de Santana Lopes vive só de pequenos (ou grandes) gozos que a governação propicia.”

Quem disse tanto, tão certo e em tão pouco espaço?

Quanto custa uma campanha eleitoral?

O Cilício sabe que o Correio da Manhã, não é propriamente uma referência em rigor nem tem tradição em matérias político-partidárias, mas também noticiou o exagero dos gastos dos partidos nesta campanha.